Bolívia e Brasil discutirão na próxima quinta-feira um novo contrato de fornecimento de gás natural, que substituirá o que está em vigor e que expira em 2019, informou nesta terça-feira o ministro boliviano de Hidrocarbonetos e Energia, Luis Alberto Sánchez.

“O dia 10 seria o primeiro passo que daríamos para trabalhar nas vésperas de renovar o contrato bilateral, vigente até 2019”, disse Sánchez a jornalistas.

Segundo a autoridade, “o Brasil quer renovar contrato por 20 a 30 anos”.

“Nós temos as reservas, os recursos suficientes, a exploração, a logística, as usinas de processamento, além de termos cumprido o contrato todos os dias”. afirmou Sánchez.

“Estou certo de que o preço (de venda) será muito melhor do que o preço que temos (atualmente) no contrato com o Brasil, melhor do que o do contrato que temos com a Argentina”, garantiu Sánchez, demonstrando entusiasmo já que “este recurso é muito importante e há um déficit nos países vizinhos”.

Em outubro passado, o encontro foi remarcada pelo secretário-executivo do ministério de Minas e Energia do Brasil, Luiz Barata, que participava do congresso da Organização Latino-americana de Energia (Olade), na cidade boliviana de Tarija (sul).

O encontro estava previsto inicialmente para novembro, mas foi confirmado para esta quinta-feira no Brasil.

A Bolívia exporta uma média de 31 milhões de metros cúbicos diários (mmcd) de gás natural ao Brasil, graças a um contrato assinado em 1996 e ajustado periodicamente em seus volumes.

Na reunião ministerial que será realizada no Brasil, será discutida uma eventual sociedade para uma fábrica de fertilizantes no Mato Grosso e o fornecimento de gás natural a uma termoelétrica de Cuiabá.

Além disso, segundo fontes oficiais, estão sendo revistos outros projetos como a interconexão elétrica entre Bolívia e Brasil e a construção de hidrelétricas no Rio Madeira e nos territórios bolivianos Cachuela Esperanza, El Bala e Rositas.

O Brasil é o principal mercado para o gás boliviano, seguido de Argentina, que consume aproximadamente 17 mmcd. O gás natural, nacionalizado pelo presidente Evo Morales em 2006, é o principal produto de exportação da Bolívia.