21/01/2015 - 7:06
A Bolsa de Tóquio fechou em queda moderada nesta quarta-feira, após o Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) levantar dúvidas sobre a recuperação econômica do país ao reduzir sua previsão de inflação.
Analistas especularam que, com o BoJ aparentemente mais distante de cumprir sua meta de inflação de 2%, o banco central japonês terá de eventualmente ampliar os esforços de relaxamento quantitativo.
O índice Nikkei, que reúne as ações mais negociadas na capital japonesa, encerrou o dia em baixa de 0,49%, a 17.280,48 pontos, após saltar 2,1% no pregão anterior, seu melhor desempenho em um mês.
Os principais subíndices do Nikkei operaram em território negativo desde o princípio, mas passaram a cair com mais força depois de o BoJ anunciar sua decisão de política monetária. O BC do Japão manteve inalterado o montante anual de compra de ativos em 80 trilhões de ienes, como esperado por muitos economistas, mas reduziu sua projeção de inflação para o ano fiscal de 2015, de 1,7% para 1,0%. O BoJ também anunciou que vai oferecer empréstimos a juros baixos com o objetivo de incentivar instituições financeiras a expandir o crédito.
“Após os preços do petróleo caírem tanto, o BoJ realmente não teve escolha e foi obrigado a reduzir sua perspectiva para um nível mais realista”, comentou Kazuyuki Terao, diretor da Allianz Global Investors.
Por outro lado, o BoJ também elevou sua previsão de crescimento econômico para o ano fiscal de 2015, de 1,5% para 2,1%.
O dólar reagiu em baixa ante o iene após a decisão do BoJ, pressionando as exportadoras na bolsa japonesa. As ações de grandes empresas de tecnologia estiveram as que apresentaram as maiores perdas, influenciadas pela fraqueza da moeda norte-americana e por resultados trimestrais decepcionantes da IBM e da Advanced Micro Devices (AMD) nos EUA. A Toshiba fechou em baixa de 2,3% em Tóquio, enquanto a Hitachi recuou 0,4% e a Advantest caiu 0.7%.
Por outro lado, a Sony saltou 5,5% após notícias de que a empresa vai começar um programa de aposentadoria antecipada com o objetivo de diminuir seu quadro de funcionários no Japão em 1.500 pessoas até o fim do atual ano financeiro. Fonte: Dow Jones Newswires.