Com a expansão das plataformas de trading e o avanço das ferramentas digitais, configurar corretamente o ambiente de investimentos se tornou um passo essencial para quem deseja começar a operar no mercado financeiro. Da escolha da corretora aos ajustes de análise gráfica, pequenos detalhes podem fazer grande diferença na experiência e nos resultados do investidor iniciante.

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Antes de qualquer ajuste em plataformas, para começar a investir, o primeiro passo é selecionar uma corretora confiável. O investidor deve verificar se a instituição é regulamentada pelos órgãos competentes, como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e se segue padrões de segurança digital.

Feito isso, o próximo passo é escolher uma plataforma de trading, como Profit ou RocketTrader, por exemplo, de acordo com sua preferência de interface e usabilidade.

Com a plataforma instalada, o trader pode começar pelas funções mais básicas, abrindo um gráfico de determinado ativo e escolhendo as cores personalizadas para diferenciar os candles. Outro ponto válido é observar as intenções de compra e venda no livro de ofertas e os negócios realizados por meio do times & trades (registro de negócios).

Porém, antes de se aventurar por funções mais técnicas, Leonardo Santana, especialista em investimentos e sócio da Top Gain, recomenda um estudo sobre day trade e as técnicas existentes para saber quais mecanismos serão mais úteis para a operação.

Entenda a diferença entre copy trade e estratégias automatizadas

“Hoje as plataformas de trading são muito completas, oferecendo várias ferramentas, várias possibilidades. E quando você se depara, aquilo é como se fosse um cockpit de um avião. São muitas possibilidades. Você precisa definir exatamente o que você vem fazendo no mercado”, diz.

Ele indica que o início seja em um layout padrão. E, assim que o investidor entender qual caminho vai preferir seguir em termos de técnicas, a plataforma seja configurada aos poucos. “Para montar um layout de gráfico ou de tape reading é fácil. Mas é preciso saber exatamente o que você está fazendo. Então, antes de montar o layout, vem o educacional, daquilo que faz sentido para você. No mercado financeiro existem várias formas de olhar a mesma coisa”, comenta.

Quais são as diferenças entre as técnicas de day trade?

Entre os traders, os principais modelos de análise são chamados de análise técnica e fluxo de ordens. Em resumo, enquanto a análise técnica observa gráficos para buscar padrões históricos, o fluxo de ordens acompanha as movimentações de compra e venda para compreender para onde o “mercado” está indo.

“A principal diferença entre a análise técnica e a análise de fluxo de ordens no day trade está no tipo de informação utilizada e na forma como cada abordagem interpreta o comportamento do mercado. A análise técnica baseia-se em padrões gráficos e indicadores estatísticos derivados do histórico de preços e volumes. Para antecipar movimentos futuros, ela busca identificar tendências e pontos de entrada ou saída com base em repetições históricas”, explica Jeff Patzlaff, especialista em investimentos.

Já a análise de fluxo de ordens, de acordo com Patzlaff, observa em tempo real a atuação dos grandes participantes de mercado, analisando as informações presente no livro de ofertas e o times & trades. “Enquanto a análise técnica é essencialmente visual e estatística, o fluxo de ordens é operacional e comportamental, focado na leitura da agressividade dos compradores e vendedores, tentando detectar desequilíbrios de demanda e oferta em tempo real”, complementa Patzlaff.

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