O reajuste de 15,04% no Bolsa Família, anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 17 de setembro sob a justificativa de recompor perdas inflacionárias em plena campanha de reeleição, parece ter gerado um efeito inverso nas intenções de voto. Dados de uma pesquisa Nexus, divulgada nesta segunda-feira (28), indicam que a medida eleitoreira resultou na queda de 10 pontos percentuais de Lula entre beneficiários do programa, enquanto seu rival, senador Flávio Bolsonaro (PL), subiu 11 pontos no cenário de segundo turno simulado.

O que aconteceu

  • O reajuste do Bolsa Família em 15,04% não impediu a queda de intenções de voto do presidente Lula entre os beneficiários do programa.
  • Lula perdeu 10 pontos percentuais de apoio entre os assistidos, enquanto Flávio Bolsonaro ganhou 11 pontos no mesmo segmento.
  • A pesquisa Nexus revelou um cenário eleitoral em que a medida de reajuste pode ter tido um impacto contrário ao esperado.

Na última pesquisa divulgada em 21 de setembro, Lula detinha 71% das intenções de voto entre os beneficiários do Bolsa Família, número que recuou para 61% no levantamento atual. Em contraste, Flávio Bolsonaro, que pontuava 23% nesse segmento, ascendeu para 34% no mesmo cenário de segundo turno.

A análise da pesquisa Nexus também comparou o desempenho dos candidatos entre eleitores não beneficiários do Bolsa Família. Neste grupo, Lula registrou uma leve alta de 42% para 44%, enquanto Flávio Bolsonaro observou uma queda de 49% para 47%.

Qual o impacto do reajuste do benefício?

O Decreto 13.120/2026, publicado por Lula em 17 de setembro, oficializou a atualização dos valores do Bolsa Família em 15,04%, com vigência a partir de outubro. Com a medida, o valor mínimo do benefício por família passa de R$ 600 para R$ 691, e o benefício médio estimado salta de R$ 675 para R$ 777.

Como a pesquisa foi realizada?

A pesquisa do instituto Nexus foi encomendada pelo Banco BTG Pactual e está devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07557/2026. O levantamento entrevistou 2.000 eleitores por telefone entre os dias 25 e 27 de setembro. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95%.

Da IstoÉ.

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