30/03/2015 - 8:19
A maior parte das bolsas asiáticas fechou em alta nesta segunda-feira, após autoridades chinesas discursarem no fim de semana e sinalizarem na direção de mais medidas de relaxamento monetário no país, o que elevou a expectativa do mercado por novos estímulos à economia.
No domingo, o presidente do Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês), Zhou Xiaochuan, afirmou que o país tem “espaço” para mais um relaxamento de sua política monetária, caso a inflação continue a cair e o quadro de desaceleração da economia chinesa piore. Ele afirmou que o governo vai acompanhar de perto sinais de deflação, em meio à queda dos preços internacionais de commodities.
O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da China subiu 1,4% em fevereiro deste ano ante igual mês do ano anterior. A inflação anualizada de fevereiro representa uma aceleração em relação ao índice de janeiro, quando os preços subiram 0,8% e elevaram as preocupações do mercado com um enfraquecimento da demanda chinesa.
Além disso, na sexta-feira, o ministro de Finanças, Lou Jiwei, disse que o país deve expandir o programa de 1 trilhão de yuans de troca de dívida por títulos para os governos locais neste ano. Ele ressaltou ainda que os problemas da dívida na segunda maior economia do mundo são “administráveis”.
Diante dessas declarações, o índice Xangai Composto encerrou o dia com ganho de 2,59%, o maior avanço diário em mais de dois meses, para 3.786,57 pontos, o patamar mais alta em sete anos. Com o índice se aproximando da casa dos 4.000 pontos, aumenta a chance de uma correção do mercado, ponderou o analista Amy Lin, da Capital Securities. O índice Shenzhen Composto, que acompanha empresas menores, subiu 0,64%.
Depois de quatro dias seguidos de queda, o índice Taiex, de Taiwan, subiu 0,2%, para 9.521,87 pontos. O Hang Seng, de Hong Kong, fechou em alta de 1,51%, a 24.855,12 pontos. E o Kospi, da Coreia do Sul, ganhou 0,51%, a 2.030,04 pontos.
A exceção ficou por conta da Austrália, onde a queda dos preços das commodities pesou sobre o mercado e levou o índice S&P/ASX 200 a uma queda de 1,25%, para 5.846,10 pontos. Na sexta-feira, o minério de ferro caiu para US$ 54,1 por tonelada no mercado à vista chinês, um recuo de 1,6% no acumulado da semana. É o valor mais baixo desde 2008, quando teve início a série histórica da cotação. Com isso, a Rio Tinto perdeu 1,24% e a BHP Billiton caiu 2,11%. Com informações da Dow Jones Newswires