As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta sexta-feira, em meio a um ajuste em Xangai, na China, que encerrou o dia em alta após quedas expressivas nas três últimas sessões. A melhora, no entanto, não impediu o pior desempenho semanal do centro financeiro chinês em cinco anos.

Segundo analistas, o avanço de hoje em Xangai é um indício de que o movimento predominante de compras (“bull market”) ainda não acabou, conforme sinalizado nesta semana por veículos de comunicação estatais. Com isso, o índice Xangai Composto teve ganho de 2,28%, a 4.205,92 pontos. Apesar disso, acumula baixa de 5,3% na semana. É o pior desempenho semanal desde maio de 2010. No ano, porém, o ganho é de mais de 30%.

Na quarta-feira, a agência de notícias Xinhua publicou artigo em que defendia que o rali de ações do mercado continuaria, em um ritmo mais lento, porém estável. Muitos investidores têm dito que as ações negociadas em Xangai ainda estão baratas, em razão de uma baixa performance da bolsa acumulada em anos. Além disso, expectativas por mais medidas de estímulo à economia permanecem acesas.

O índice Hang Seng, de Hong Kong, também reverteu parte de perdas da semana e fechou em alta de 1,05%, a 27.577,34 pontos. Na semana, porém, acumula recuo de 2%. Na direção contrária, o índice Taiex, de Taiwan, caiu 0,1%, a 9.692,00 pontos, e o Kospi, da Coreia do Sul, recuou 0,26%, a 2.085,52 pontos.

Na Oceania, as ações negociadas na Bolsa de Sydney passaram a maior parte da sessão em alta, influenciadas pelo bom desempenho do mercado acionário de Nova York na quinta-feira e melhora nos resultados financeiros do banco de investimento Macquarie, no entanto, encerraram em baixa, puxadas por papéis ligados ao setor de energia, este afetado pela forte queda de ontem dos preços do petróleo (a maior em um mês).

Com isso, o índice S&P/ASX 200 teve queda de 0,20%, a 5.634,60 pontos. As mineradoras BHP Billiton e Rio Tinto caíram, respectivamente, 1,85% e 0,19%. Com informações da Dow Jones Newswires