As bolsas asiáticas não tiveram sinal único nesta quinta-feira, mas as principais caíram. Os investidores avaliaram o aperto monetário de ontem nos Estados Unidos, que pressionou as bolsas de Nova York na quarta-feira. Em Tóquio, a força recente do mercado acionário e do iene deixou o índice Nikkei pressionado, enquanto na China as bolsas pioraram mais para o fim do pregão.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei fechou em baixa de 0,99%, em 23.796,74 pontos, encerrando uma sequência de oito altas consecutivas. A força do iene prejudicou ações de exportadoras. Além disso, a bolsa local estava perto de máximas em 27 anos, o que abriu espaço para realização de lucros.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em queda de 0,54%, em 2.791,77 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, recuou 1,26%, a 1.494,63 pontos. O quadro piorou nas praças locais durante a tarde, sem novas notícias positivas e com empresas menores mais pressionadas. Ações do setor de saúde, por outro lado, mostraram mais força, com Hengkang Medical em alta de 10%, o limite diário.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 0,36%, a 27.715,67 pontos. Importantes companhias chinesas negociadas na praça local pressionaram o índice, com declínios em China Construction Bank e ICBC. Por outro lado, a seguradora AIA subiu 1,3%.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi subiu 0,70%, a 2.355,43 pontos, na Bolsa de Seul, na volta de um feriado. Hyundai Motor teve alta de 1,2% e a siderúrgica Posco, de 0,8%. Korean Air, por outro lado, recuou 1,7%.

Em Taiwan, o índice Taiex fechou com ganho de 0,55%, em 11.034,19 pontos, perto das máximas do dia. Ações dos setores de tecnologia e financeiro se destacaram, com Hon Hai em alta de 1,8% e TSMC, de 0,6%. CTBC ganhou 2,7%.

Na Oceania, o índice S&P/ASX 200 fechou em baixa de 0,18%, em 6.181,20 pontos na Bolsa de Sydney, perto das mínimas do pregão. Papéis do setor financeiro se saíram mal, porém os ligados ao setor de energia avançaram, apoiados por ganhos recentes no petróleo.