As bolsas de valores dos Estados Unidos fecharam o dia sem direção definida, e sofreram o impacto do declínio do petróleo. Na semana, o mercado acionário teve ganhos.

O índice Dow Jones fechou em queda de 21,85 pontos (0,13%) nesta sexta-feira, 16, em 16.391,58 pontos, e subiu 2,62% na semana. O Nasdaq fechou em alta de 16,89 pontos (0,38%), em 4.504,43 pontos, e ganhou 3,85% na semana. O S&P-500 fechou estável, aos 1.917,77 pontos, avançando 2,84%, na semana.

Uma forte alta nos setores de tecnologia e consumo de bens duráveis atenuaram o forte recuo do setor de materiais, pressionado pela queda dos preços do petróleo, enquanto a leitura da inflação ao consumidor dos EUA veio melhor do que o esperado por analistas.

Os movimentos de sexta-feira mostram que “as ações estão entrando em modo de pausa” até que os investidores tenham mais clareza sobre a estabilização dos preços do petróleo, sobre os planos do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) para as taxas de juros, e a perspectiva para os balanços do primeiro trimestre”, disse Terry Sandven, estrategista do U.S. Bank Wealth Management.

Hoje, na New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos de petróleo bruto para março fecharam a US$ 29,64 por barril, recuo de US$ 1,13 (3,67%). Na Intercontinental Exchange (ICE), os contratos do petróleo Brent para abril fecharam a US$ 33,01 por barril, em queda de US$ 1,27 (3,70%). Na semana, o WTI acumula alta de 0,67%, enquanto o Brent registrou queda de 1,04%.

As companhias de energia observaram as maiores perdas na sessão de hoje. A Caterpillar recuou 1,06%, e a Chevron viu seus papeis caíram 0,27%.

“A deflação dos bens está sendo completamente ofuscada pela inflação dos serviços, e toda essa conversa de que nós estamos em uma espiral deflacionária global não faz sentido”, disse Peter Boockvar, analista-chefe do Lindsey Group.

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA ficou estável na comparação entre janeiro de 2016 com o mês anterior. O resultado veio acima da expectativa de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam queda de 0,1% no indicador.

Já o núcleo do CPI, que exclui os preços de alimentos e energia, avançou 0,3% em janeiro ante dezembro. O resultado veio abaixo da expectativa de analistas, que previam aumento menor, de 0,2%. Este é o maior aumento mensal desde agosto de 2011.

A interpretação dos dados da inflação é crucial, já que os dirigentes do Fed vão contar com ela para determinar o momento de novos aumentos das taxas de juros. (Com informações da Dow Jones Newswires)