11/03/2011 - 8:41
O forte terremoto que atingiu o Japão com violência na madrugada desta sexta-feira – e que também gerou tsunamis – provocou queda no mercado financeiro mundial. As bolsas européias operam no vermelho nesta sessão, com o mercado atento às notícias da tragédia. Toda a região do Pacífico está em alerta, com a possibilidade de formação de ondas gigantes.
Segundo informações da CNN, na bolsa de Londres, o FTSE 100 registra queda de 0,41%, aos 5.821,30 pontos, puxado pelas ações da BP, que caem 1,84%. Em Paris, o CAC 40 tem retração de 0,93%, aos 3.927,30 pontos, enquanto em Frankfurt, o índice DAX cede 0,94%, para 6.997,00 pontos.
Já em Madri, o Ibex 35 cai 0,42%, para 10.391,50 pontos e, em Milão, o FTSE MIB recua 0,84%, para 21.900,00 pontos. As ações das seguradoras se destacam entre as maiores desvalorizações deste pregão. No começo da manhã, os papéis da Munich Re e da Hannover Re perdiam 4,93% e 4,50%, respectivamente em Frankfurt, enquanto os da Swiss Re tinham queda de 5,69% em Zurique. Na bolsa de Paris, as ações da Scor SE caíam 7,48%.
Além disso, a situação externa também pressiona os mercados, uma vez que os principais índices de ações dos EUA terminaram as negociações da véspera em forte queda, após dados econômicos piores que o esperado, com destaque para os pedidos de auxílio desemprego, e o surgimento de protestos na Arábia Saudita – um importante produtor de petróleo, commodity cujos preços já foram impulsionados devido aos conflitos na Líbia.
Deste modo, ações de diversos setores da economia registraram desvalorização nesta sessão, com destaque para as produtoras de commodities, como a Sumitomo Metal Mining, em recuo de 2,66%.
Na China foi anunciado que a inflação avançou mais que o esperado, aos 4,9% em fevereiro de 2011 sobre o mesmo mês de 2010 – o mesmo ritmo observado em janeiro. Os preços ao produtor também surpreenderam e marcaram um avanço de 7,2% no mês. Os papéis do setor imobiliário, no qual especula-se sobre a formação de uma bolha, fecharam em queda. As ações da Poly Real Estate se desvalorizaram em 1,68% e as da Gemdale Corporation, em 2,24%.
As bolsas de valores da Ásia também fecharam em queda nesta sexta-feira. O terremoto aconteceu pouco antes do encerramento das operações na bolsa japonesa. O índice Nikkei fechou no menor nível em cinco semanas, caindo 1,72 por cento. Às 8h07 (horário de Brasília), o índice MSCI das ações da região Ásia-Pacífico exceto o Japão caía 1,5 por cento.
Em Hong Kong, o mercado perdeu 1,5 por cento, e os futuros do Nikkei em Cingapura tombaram mais de 3 por cento. Os contratos do Nikkei para junho recuavam 2,8 por cento, mas investidores acreditam que a queda não será prolongada.
O iene ampliou as perdas frente ao dólar, caindo a 83,29 ienes por dólar, ante a cotação de 82,80 antes do sismo. O petróleo Brent operou perto de 115 dólares o barril, com investidores monitorando os acontecimentos no Oriente Médio e no norte da África. Forças leais ao líder líbio Muammar Gaddafi enfrentaram rebeldes em um porto de petróleo.
No Brasil, o pregão on-line da BM&f Bovespa registrava queda de 1,82% logo após a abertura.