As bolsas da Europa fecharam sem direção única nesta sexta-feira, 23 de outubro, com perdas nos principais mercados e sustentação das ações de energia. Frankfurt liderou as baixas, com o DAX em queda de 0,86%, enquanto as petroleiras favoreceram os índices do sul da Europa.

O avanço do petróleo ocorreu em meio ao temor de nova escalada das tensões no Oriente Médio. As preocupações com os investimentos em inteligência artificial (IA) e a temporada de balanços pressionaram o apetite por risco.

Londres e Paris encerraram o pregão em baixa. Milão e Madri avançaram, acompanhadas por uma alta discreta em Lisboa. As cotações são preliminares.

Petróleo em alta favorece ações de energia

Com o petróleo Brent acima de US$ 110 por barril, as ações da Eni avançaram em Milão. A Repsol ganhou terreno em Madri, enquanto a Galp subiu em Lisboa.

O desempenho das petroleiras deu suporte a esses mercados, ajudando a sustentar os ganhos dos índices. A energia mais cara, porém, manteve a pressão sobre a indústria europeia.

Balanços pressionam Kering e Volvo Car

A Kering, dona da Gucci, registrou forte queda em Paris após divulgar recuo nas vendas da marca no terceiro trimestre. Em Estocolmo, a Volvo Car perdeu valor depois de informar retração expressiva das vendas na China e ampliar seu plano de cortes de empregos.

A Safran recuou apesar do crescimento da receita e da manutenção das projeções anuais. Rolls-Royce e Mercedes-Benz encerraram o pregão em baixa.

Tecnologia recua com preocupação sobre IA

As dúvidas sobre os investimentos em inteligência artificial pesaram sobre o setor de tecnologia. Entre os fabricantes de semicondutores, ASML e ASM International registraram perdas. A Infineon acompanhou o movimento.

O recuo dessas ações pressionou o segmento de tecnologia do Stoxx 600. Os papéis da SAP fecharam em baixa.

PMI aponta desaceleração na zona do euro

O PMI composto da zona do euro caiu para 51,9 em outubro, o menor nível em quatro meses. A Capital Economics avalia que o indicador ainda sinaliza crescimento resiliente, embora os custos de energia pressionem a indústria.

Na avaliação do ING, a França concentra a principal fraqueza da região. O PMI francês recuou e permaneceu em território de contração, enquanto a crise política no país pesou sobre o sentimento dos investidores.

Com informações da Dow Jones Newswires.

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