As bolsas de valores europeias registraram alta generalizada nesta quinta-feira, 3 de agosto, impulsionadas pelo alívio dos juros globais e um renovado apetite por risco. Apenas o mercado de Lisboa contrariou a tendência de crescimento, com o índice PSI 20 apresentando uma queda de 0,04%, fechando a 9.401,50 pontos. Apesar do cenário otimista, as persistentes tensões no Oriente Médio continuam a moderar os avanços nos pregões do continente.

O que aconteceu

  • As bolsas europeias operaram em alta geral nesta quinta-feira, com exceção do índice de Lisboa, que registrou queda.
  • O desempenho positivo do continente foi impulsionado pelo alívio nos juros globais e apetite por risco, mas as tensões no Oriente Médio limitaram os ganhos.
  • O setor de luxo em Paris enfrentou forte baixa devido a temores de demanda na China e Oriente Médio, enquanto outras empresas se destacaram positivamente.

Detalhamento por capital europeia revela o FTSE 100 de Londres com avanço de 0,70%, atingindo 10.831,52 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX elevou-se em 0,65%, fechando a 26.007,57 pontos. O CAC 40 de Paris registrou um ganho marginal de 0,07%, alcançando 8.286,40 pontos, enquanto o FTSE MIB de Milão subiu 0,88%, para 52.245,47 pontos. Na capital espanhola, o Ibex 35 de Madri teve alta de 1,11%, a 19.998,20 pontos. As cotações citadas são preliminares.

No panorama econômico, o Índice de Preços ao Produtor (PPI) da zona do euro apresentou uma elevação anual de 5,8% em agosto, superando as expectativas na comparação mensal. Os índices de gerentes de compras (PMIs) do setor de serviços indicaram expansão tanto no bloco europeu quanto no Reino Unido, contrastando com uma contração observada na Alemanha.

Análises e expectativas do mercado

Em análises sobre o cenário global, o Goldman Sachs projetou que a capacidade de adaptação do transporte marítimo ao eventual bloqueio do Estreito de Ormuz deve conter maiores elevações nos preços do petróleo, mesmo diante de interrupções prolongadas. Por sua vez, Kristina Hooper, da Man Group, apontou que as ações europeias podem encontrar suporte em setores como defesa, indústria e infraestrutura, impulsionadas por investimentos robustos.

No pregão londrino, as ações da Airtel Africa e da Vodafone registraram avanços de 2,3% e 2,6%, respectivamente, contribuindo para o desempenho positivo do FTSE 100. Em Frankfurt, a Deutsche Telekom valorizou 1,4% após a divulgação da aquisição de participação pela Elliott Investment Management. Montadoras de peso, como Volkswagen e BMW, também fecharam o dia em alta, com ganhos de 3,1% e 1,8%.

Por que o setor de luxo em Paris enfrentou quedas?

Paris, no entanto, representou um dos pontos de preocupação nos mercados, com o setor de luxo recuando 1,9%. O desempenho foi impactado por temores crescentes em relação à demanda, tanto na China quanto no Oriente Médio. Entre as maiores perdas, destacam-se Hermès, com queda de aproximadamente 3%, LVMH, que cedeu 2,1% e se aproximou de sua mínima em quase seis anos, e Kering, que teve baixa de 2%.

Ainda sobre o cenário asiático, analistas do JPMorgan indicam uma persistente fraqueza nas vendas chinesas para o restante do ano e, potencialmente, até 2027, adicionando cautela ao futuro das empresas de luxo. Em contraponto, no mercado de Madri, a Acerinox destacou-se com um avanço de 3,2%.

 

 

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