As bolsas de Nova York fecharam em leve alta nesta quarta-feira, 2, recebendo apoio da criação de empregos maior que a esperada no setor privado dos EUA. Os ganhos, porém, foram limitados pela cautela antes do relatório de emprego (payroll) do governo americano. Apesar da alta modesta, Dow Jones e S&P 500 fecharam novamente em níveis recordes.

O Dow Jones se aproximou ainda mais da marca de 17.000 pontos, fechando em alta de 20,17 pontos (0,12%), no patamar recorde de 16.976,24 pontos. O S&P 500 avançou 1,30 pontos (0,07%), para o também recorde de 1.974,62 pontos. Já o Nasdaq encerrou com queda de 0,92 ponto (0,02%), aos 4.457,73 pontos.

O setor privado dos EUA criou 281 mil empregos em junho, segundo pesquisa divulgada hoje pela ADP. O dado veio melhor do que a previsão de analistas de geração de 210 mil novas vagas.

Para economistas do Deutsche Bank, o fato de o relatório da ADP ter mostrado o maior ganho mensal desde novembro de 2012 é mais uma evidência de que os fundamentos do mercado de trabalho continuam melhorando. Os investidores agora estão com as atenções voltadas para o payroll, que será divulgado amanhã – antecipado em um dia devido ao feriado do Dia da Independência na sexta-feira. A previsão é de que 215 mil novos empregos tenham sido criados em junho.

Mais cedo, a presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, discursou sobre as limitações da política monetária para promover a estabilidade financeira, mas não movimentou os mercados. Em uma plateia cheia de representantes de países emergentes em um evento no Fundo Monetário Internacional (FMI), a dirigente acrescentou que, embora seu foco seja o mercado doméstico, ela “certamente” presta atenção em como as políticas do Fed afetam a economia global.

No noticiário corporativo, as ações do JPMorgan recuaram 1% após a notícia de que o executivo-chefe do banco, James Dimon, foi diagnosticado com câncer de garganta.

Na Europa, a maioria das bolsas fechou em alta, seguindo o avanço de Wall Street após o ADP e na expectativa pela reunião do BCE. A Bolsa de Londres subiu 0,20%, Frankfurt ganhou 0,09% e Milão avançou 0,53%. Por outro lado, o setor de telecomunicações pesou sobre as bolsas de Paris (-0,37%) e de Lisboa (-0,04%), com mais uma queda acentuada nos papéis da Portugal Telecom, que fecharam no nível mais baixo em 18 anos, pressionados por informações de que representantes da brasileira Oi saíram do conselho da companhia portuguesa por desconforto com a aplicação de quase 900 milhões de euros em papéis da Rioforte, uma unidade do Grupo Espírito Santo.