As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta segunda-feira, 29, com a piora na crise da dívida grega sacudindo os mercados globais e levando o país para mais perto de uma saída da zona do euro.

O índice Dow Jones caiu 350,33 pontos (1,95%), para 17.596,35 pontos, o Nasdaq recuou 122,04 pontos (2,40%), para 4.958,47 pontos, enquanto o S&P 500 teve queda de 43,85 pontos (2,09%), para 2.057,64 pontos. O índice Dow Jones recuou à mínima em quase cinco meses, enquanto o S&P 500 teve seu maior declínio porcentual desde 10 de abril de 2014.

O movimento de venda de ações em Nova York ocorre após a Grécia decretar feriado bancário e o banco central atuar para impor controles e impedir que dinheiro deixe o país. Nesta segunda-feira, uma graduada autoridade do governo grego disse que o país não fará o pagamento ao Fundo Monetário Internacional (FMI) que vence na terça-feira, 30. As ações caíram às mínimas da sessão, enquanto a agência de classificação de risco Standard & Poor’s afirmou que havia 50% de probabilidade de a Grécia acabar deixando a zona do euro.

Operadores disseram que o movimento de vendas era disseminado. As maiores queda ocorreram em setores que recentemente haviam registrado fortes ganhos, incluindo ações de companhias financeiras e de consumo de bens supérfluos.

O diretor de negociação de ações Ian Winer, da Wedbush Securities, disse que os investidores estavam tentando proteger os ganhos neste ano e se posicionar para o caso de o movimento de vendas se tornar “mais dramático”.

Além dos temores com a Grécia, os investidores também tomaram nota das preocupações envolvendo a capacidade de Porto Rico, um Estado associado dos EUA, pagar suas dívidas, e também diante da fraqueza econômica da China. O Banco Central da China cortou a taxa de juros no fim de semana, mas isso fez pouco para impulsionar as ações chinesas.

“Ninguém realmente esperava que a situação fosse tão dramática como está”, afirmou Rebecca O’Keeffe, chefe de investimentos da Interactive Investor. Segundo ela, a possibilidade de uma saída grega da zona do euro “aumentou significativamente”.

“Muitos participantes do mercado estavam esperando e certamente se posicionando para algum tipo de acordo de último minuto”, disse Erik Knutzen, da Neuberger Berman. Mas no fim de semana ficou claro que as chances de isso acontecer caíram muito e o risco de uma saída grega do euro aumentara, levando investidores pelo mundo a reavaliar seus portfólios, disse ele. Fonte: Dow Jones Newswires