As Bolsas globais operam sem força nesta sexta-feira, 17, com os investidores aguardando o resultado de possíveis negociações no fim de semana para esclarecer se o conflito entre Estados Unidos e Irã pode estar próximo do fim. Já o petróleo é negociado em queda.

Um cessar-fogo de dez dias entre Líbano e Israel entrou em vigor na quinta-feira e o presidente Donald Trump disse que a próxima reunião entre Estados Unidos e Irã pode ocorrer no fim de semana, enquanto os aliados dos EUA se reuniam na sexta-feira para discutir a reabertura da rota marítima vital do Estreito de Ormuz.

+ O que esperar para os preços do petróleo e como o investidor deve se posicionar

Perto das 8h, o índice pan-europeu Stoxx 600 tinha modesta alta de 0,11%, a 617,64 pontos. Na Ásia, as Bolsas fecharam em queda. O índice de Xangai teve queda de 0,1%, quebrando cinco sessões positivas consecutivas, conseguindo um avanço de 1,64% na semana. O índice Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 0,89%.

Os preços do petróleo recuavam. O barril de Brent caía 3,38%, negociado a US$ 96,03. Já o barril WTI recuava 3,74%, a US$ 91,15.

O presidente norte-americano, Donald Trump, disse que um acordo para acabar com a guerra no Irã pode ser alcançado em breve, embora o momento permaneça incerto. Trump afirmou que um cessar-fogo de duas semanas, que termina na próxima semana, pode ser estendido, embora ele não acredite que isso seria necessário, já que Teerã quer um acordo.

“Vamos ver o que acontece. Mas acho que estamos muito perto de fazer um acordo com o Irã”, disse ele aos repórteres, acrescentando que, se um acordo for alcançado e assinado na capital paquistanesa, Islamabad, ele poderá ir até lá para a ocasião.

O ataque israelense-americano ao Irã começou em 28 de fevereiro, matou milhares de pessoas e desestabilizou o Oriente Médio. O conflito também praticamente fechou o Estreito de Ormuz, por onde transita um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, ameaçando o pior choque do petróleo da história.

O Fundo Monetário Internacional reduziu nesta semana suas previsões para o crescimento global e alertou que a economia global corre o risco de entrar em recessão se o conflito se prolongar.