A volatilidade dita o ritmo dos mercados financeiros nesta quinta-feira, 02, em meio à agenda econômica carregada, tanto no Brasil quanto no exterior. Por isso, o sinal positivo exibido pela Bovespa na abertura do pregão, na contramão do viés de baixa retomado há pouco pelos índices futuros das bolsas de Nova York, deve ser testado ao longo do dia.

Às 10h20, o Ibovespa oscilava em alta de 0,12%, aos 52.919,68 pontos, depois de subir 0,36%, na máxima. Os ganhos eram conduzidos pela alta das ações da Petrobras, com +0,79% nas ON e +1,11% nas PN, recuperando-se da queda recente ao redor de 20%, cada, e em meio às declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que disse em entrevista ao G1 nesta manhã que a gasolina deve ficar mais cara este ano, conforme vem afirmando. Os papéis ON e PNA da Vale também subiam, +0,75% nas ON e +0,97% nas PNA, diante do segundo dia consecutivo de recuperação no preço do minério de ferro no mercado à vista chinês.

Neste horário, no mercado futuro em Wall Street, o índice Dow Jones caía 0,35% e o S&P 500 recuava 0,27%, já reagindo à queda nos pedidos semanais de auxílio-desemprego feitos nos Estados Unidos, para 287 mil, contrariando a previsão de alta a 297 mil solicitações. O dado da semana passada, porém, foi revisado para cima, mostrando aumento de 295 mil pedidos no período, de 293 mil na leitura original. Logo mais, às 10h45, sai o índice ISM de condições empresariais de Nova York em setembro e, na sequência, é a vez das encomendas à indústria norte-americana em agosto.

Enquanto isso, os investidores globais digerem a fala do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, quando deu detalhes sobre o programa de compras de ativos privados. Porém, um comunicado com o detalhamento da operação será divulgado apenas logo mais, às 10h30.