05/08/2015 - 10:51
A Bovespa opera em alta, sintonizada aos ganhos dos índices acionários na Europa e nos Estados Unidos. O apetite por ações é induzido pelo PMI favorável da China, a fala do diretor do Federal Reserve Jerome Powell de que nada está decidido sobre alta na taxa de juros em setembro e, principalmente, a frustração com os dados de emprego no setor privado americano.
Os ganhos no mercado local sucedem duas baixas seguidas, na esteira da tensão com o cenário político. Por isso, os desdobramentos dos trabalhos no Congresso seguem no foco dos investidores.
O Ibovespa já abriu no campo positivo e, por volta das 10h30, subia 1,23%, aos 50.672,62 pontos. Em Nova York, o Dow Jones estava em alta de 0,31%; o S&P500 ganhava 0,62%; e o Nasdaq subia 0,71%.
Nos EUA, o setor privado criou 185 mil empregos em julho, abaixo da previsão de 215 mil, segundo a empresa ADP. Além disso, o resultado de junho foi revisado para 229 mil, de 237 mil. Os sinais de que o mercado de trabalho norte-americano ainda está fraco podem justificar um adiamento da elevação de juros pelo Federal Reserve para o fim deste ano.
A recuperação do Ibovespa também se apoia na melhora do índice de gerentes de compras (PMI) de serviços da China, que subiu de 51,8 em junho para 53,8 em julho, atingindo o maior patamar em 11 meses. Com isso e o avanço de 2,5% do preço do minério de ferro no mercado chinês, para US$ 56,4 a tonelada seca, as ações das mineradoras na Europa estão com alta firme, o que se reflete nos papéis da Vale e Gerdau. Os contratos de petróleo também operam em alta nesta quarta-feira e ajudam a Petrobrás.
No horário acima, Vale PNA avançava 3,92% e a ON, 4,36%. Petrobras PN computava +2,55% e a ON, +3,06%. Gerdau PN subia 5,13%.
Em relação à estatal do petróleo, o TCU deve julgar hoje processo sobre compras e vendas de ativos promovidas pela estatal. Também repercute a notícia de que a empresa busca sócios para assumir investimentos em duas fábricas que foram adiadas no seu plano de negócios.