28/07/2016 - 7:38
O Bradesco revisou a maioria de suas projeções para o ano de 2016, com exceção das estimativas para a receita de prestação de serviços e de prêmios de seguros, como já era esperado por analistas do setor em meio à deterioração do cenário e da qualidade de ativos.
A carteira de crédito expandida do banco, que inclui avais e fianças, deve ficar estável ou, na pior das hipóteses, encolher 4% em 2016. A estimativa anterior sinalizava aumento de 1% a 5%. O saldo ao final de junho somou R$ 447,492 bilhões, cifra 3,4% menor em um ano.
Os empréstimos às pessoas físicas devem crescer de 1% a 5% neste ano e não mais de 4% a 8%. Já o crédito à pessoa jurídica pode diminuir de 7% a 3%. A estimativa anterior sinalizava estabilidade ou, na melhor das hipóteses, alta de 4%.
O Bradesco espera que suas despesas com provisões para devedores duvidosos, as chamadas PDDs, somem de R$ 18,0 bilhões a R$ 20,0 bilhões neste ano, e não mais de R$ 16,5 bilhões a R$ 18,5 bilhões. No trimestre anterior, a administração do banco sinalizou que esses gastos ficariam no teto do guidance após um caso específico impactar a linha. O banco não revelou o nome do cliente, mas, conforme analistas, o efeito foi causado pelo pedido de recuperação judicial da Sete Brasil.
Em relação às despesas operacionais, que contemplam os gastos administrativos e de pessoal, o Bradesco melhorou sua projeção para 2016. O banco prevê que esses gastos tenham alta de 4% a 8%, e não mais de 4,5% a 8,5% neste ano.
A expectativa para a margem financeira de juros da instituição também foi melhorada. O Bradesco espera aumento de 7% a 11% neste ano. O intervalo anterior sinalizava incremento de 6% a 10%.
As receitas com prestação de serviços devem apresentar incremento de 7% a 11% e os prêmios de seguros devem crescer de 8% a 12% neste ano.