15/04/2026 - 16:49
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira que o governo brasileiro captou 5 bilhões de euros por meio de uma oferta de títulos públicos no mercado europeu, ressaltando que a operação teve demanda maior do que o previsto.
O Tesouro Nacional havia anunciado mais cedo nesta quarta-feira a oferta de títulos denominados em euros, ao destacar que se tratava de um retorno ao mercado europeu após mais de uma década de ausência de emissões nesse segmento.
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“Conseguimos uma captação histórica”, disse o ministro em entrevista a jornalistas em Washington. “Voltamos agora ao mercado europeu com grande sucesso e vamos prospectar novos mercados ainda até o fim do ano.”
O IFR, serviço da LSEG, havia indicado inicialmente uma expectativa de que a emissão pelo Brasil somaria até 4 bilhões de euros, mas apontou no início da tarde que o resultado ficou em 5 bilhões de euros.
Os novos títulos têm vencimentos em 4 anos (EURO 2030), 7 anos (EURO 2033) e 10 anos (EURO 2036), com operação liderada pelos bancos BBVA, BNP Paribas, Bank of America e UBS.
De acordo com o IFR, a emissão totalizou 2 bilhões de euros com o título de 4 anos, 1,5 bilhão de euros com o papel de 7 anos e mais 1,5 bilhão de euros com o de 10 anos.
Em comunicado de anúncio da emissão, o Tesouro disse que a decisão de emitir os papéis ocorreu após uma rodada bem‑sucedida de conversas com investidores na véspera e diante de condições favoráveis de mercado.
O Tesouro havia informado na terça-feira o início de conversas com investidores sobre a emissão, argumentando que o governo busca oferecer referência para outros emissores domésticos e contribuir para a “diversificação cambial” da dívida pública.
Ministro descarta mudança na meta orçamentária para 2027
O ministro também rebateu as projeções de economistas que questionam a capacidade do governo federal em cumprir a meta fiscal de 2027. Em resposta ao ceticismo de agentes econômicos sobre o objetivo de superavit de 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto), Durigan assegurou que não haverá alteração no alvo fixado. Segundo ele, a estratégia para viabilizar o resultado se baseia no corte de benefícios fiscais indevidos e em um controle rigoroso de gastos com a folha de pagamento.
“Vai haver um grande aperto em termos de despesa com pessoal e outras estratégias em termos de incorporação dos precatórios também de maneira bastante cuidadosa e conservadora. Vamos perseguir a meta de 0,5% de superavit o ano que vem não com narrativa ideológica vaga que busca só polarizar na política, mas com compromissos pragmáticos que são atingíveis”, afirmou.
Durigan finalizou afirmando que a contenção de despesas operacionais e a eficiência na arrecadação, por meio da redução de renúncias, são os pilares para sustentar a credibilidade do novo arcabouço fiscal diante da volatilidade do mercado.
