O Campeonato Brasileiro começa na próxima quarta-feira, 28, e conta com 12 times da Série A com patrocínios de casas de apostas estampando a parte principal de seus uniformes. 

O número é 33% menor do que em 2025, quando 18 clubes possuíam bets como patrocínios masters. Vasco, Grêmio, Internacional, Coritiba, Bahia e Santos romperam seus contratos com seus patrocinadores e ainda não acertaram novos acordos. Red Bull Bragantino, que leva a marca de energético estampada, e Mirassol, patrocinado pelo Guaraná Poty, completam a lista dos “sem bets”.

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ClubePatrocínioEspécieValor por ano (milhões de reais)Término do contrato
FlamengoBetanoCasa de Apostas268.52028
Vasco*BetfairCasa de Apostas452025
BotafogoVbetCasa de Apostas552027
FluminenseSuperbetCasa de Apostas522027
Grêmio*Alfa BetCasa de Apostas502025
Internacional*Alfa BetCasa de Apostas502025
ChapecoenseZeroUmCasa de ApostasIndisponível2026
Coritiba*RealsCasa de Apostas172025
AthleticoViva Sorte BetCasa de Apostas362026
RB BragantinoRed BullProprietárioNão existeNão existe
CorinthiansEsportes da SorteCasa de Apostas1032027
Santos*7kCasa de Apostas512025
PalmeirasSportingBetCasa de Apostas1002027
São PauloSuperbetCasa de Apostas1132030
Atlético-MGH2BetCasa de Apostas602027
CruzeiroBetnacionalCasa de Apostas432026
Bahia*Viva SorteCasa de Apostas402025
Vitória7kCasa de Apostas162027
RemoVaidebetCasa de Apostas122026
MirassolPotyRefrigerantesIndisponível2026

Clubes marcados com * estão sem patrocínio master na camisa e os valores são de 2025. Levantamento feito pelo site Bolavip

Fim da euforia

A entrada das casas de apostas no futebol brasileiro levou os valores dos patrocínios para outro patamar. O maior deles é a Betano com o Flamengo, que paga R$ 268 milhões por ano. 

No entanto, após um boom das casas de apostas pagando cifras altíssimas, o mercado acredita que os valores serão mais realistas daqui pra frente. O professor de marketing esportivo da ESPM Ivan Martinho explica que o momento não pode ser visto como um estouro de bolha mas, sim, como o fim da euforia inicial do setor com o futebol.

“No primeiro momento, as casas de aposta entraram de forma muito agressiva, buscando escala, visibilidade rápida e ocupação de território. Isso inflacionou o mercado. Agora, com um ambiente regulatório mais claro, mais impostos e maior pressão por eficiência, a lógica mudou: menos volume, mais critério nos investimentos. Mas eu evitaria o termo bolha”, disse. 

“Não estamos vendo o fim das bets no futebol, apenas o fim de uma fase de euforia. O mercado está amadurecendo e isso tende a ser positivo para clubes, marcas e para a sustentabilidade do sistema como um todo no longo prazo”, encerrou.