01/03/2011 - 4:05
A Comissão Europeia elevou nesta terça-feira em 0,1% a previsão de crescimento para a Eurozona em 2011, a 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB), assim como as projeções para a inflação, de 1,8% a 2,2%.
A zona euro, integrada por 17 países desde a entrada da Estônia em 1º de janeiro, registrou em 2010 um crescimento de 1,7%.
Bruxelas, que havia divulgado as previsões anteriores em novembro, aumentou especialmente as projeções das duas principais economias da união monetária, Alemanha e França.
A Alemanha, apontada como “o motor da recuperação econômica”, terá uma progressão do PIB de 2,4% em 2011, contra os 2,2% previstos anteriormente. A França crescerá um décimo a mais que o esperado, 1,7%.
As perspectivas melhores são resultado de uma recuperação da economia mundial, assim como das exportações europeias e do “reequilíbrio do crescimento da demanda interna” esperados para 2011, segundo a Comissão Europeia.
Mas Bruxelas adverte para um crescimento desigual dentro da zona euro. A Espanha será a potência europeia de menor crescimento em 2011, 0,8%, abaixo da previsão de Madri de 1,3%.
O Executivo comunitário publicou nesta terça-feira as previsões para a Eurozona, as sete potências que representam 80% do PIB europeu (Alemanha, França, Itália, Espanha, Grã-Bretanha, Holanda, Polônia) e o conjunto dos 27 países da União Europeia (UE).
Para o bloco o crescimento previsto é de 1,8%, o que representa 0,1% a mais que a projeção anterior.
Paralelamente, a Comissão projeta uma forte inflação de 2,2% (1,8% previamente) para 2011 na zona euro, um dado que, adverte, “dependerá em certa medida da evolução política no Oriente Médio e África do Norte”, cujas revoltas sociais, especialmente na Líbia, provocaram uma alta expressiva dos preços do petróleo.
A previsão de inflação supera os 2% recomendados pelo Banco Central Europeu (BCE), responsável por proteger a estabilidade dos preços na Eurozona.
app/fp