13/07/2004 - 7:00
Esqueça o mecânico. Proprietários de carros de luxo na Europa e nos Estados Unidos já estão recorrendo a engenheiros de software para resolver problemas em seus veículos. Recentemente, os testes automotivos mostraram graves problemas em veículos com muito software instalado, como na BMW Série 7, um modelo com mais de 80 componentes eletrônicos embutidos. Os fabricantes de automóveis estão descobrindo um problema que a indústria de computadores já conhece desde sempre: os bugs. Um erro de operação no software pode causar tantos os mais problemas do que uma falha mecânica ou elétrica. Um engenheiro da Daimler-Chrysler diz que nos últimos 25 anos a quantidade de software nos carros subiu de 100 para um milhão de linhas de código ? e pode chegar a 100 milhões até 2010. No Brasil o problema é menor porque não há tanta tecnologia embarcada, mas existe. ?Há cada vez mais componentes eletrônicos nos veículos e não é exclusividade dos carros de luxo?, afirma Hélcio Onusic, da associação de Engenharia Automotiva. ?Está mudando o perfil dos engenheiros e das oficinas mecânicas.?. Para enfrentar os novos riscos de falhas, as companhias criam estratégias de testes que tentam verificar a operação simultânea dos sistemas, pois é aí que os erros aparecem. Não é tarefa muito fácil. Em modelos como os BMW ocorrem 500 milhões de interações digitais simultâneas apenas na unidade de informações. A boa notícia para usuário dessas máquinas é que até agora os defeitos só têm aparecidos em sistemas não essenciais para a segurança dos veículos. ![]()
80 é o número de componentes eletrônicos na BMW Série 7 |