13/10/2015 - 18:53
O sistema de mísseis antiaéreo BUK é uma arma de fabricação russa potente e precisa e foi responsável pela queda do Boeing da Malaysia Airlines na Ucrânia – de acordo com as conclusões da investigação holandesa, divulgadas nesta terça-feira.
O BUK é concebido para atingir vários alvos em diferentes altitudes a partir de um veículo em terra.
Em função de suas características, o míssil terra-ar de 700 kg, conhecido como SA-11 na classificação da Otan, deve ser manipulado por especialistas bem treinados e uma vez lançado, explode perto do alvo, atingindo-o com um grande número de estilhaços, que se deslocam em alta velocidade.
Segundo a agência especializada em informação sobre Defesa e Segurança Jane’s, até seis mísseis BUK podem ser lançados de um veículo-lançador – em geral um blindado ou um caminhão militar.
Essa bateria pode operar em qualquer condição climática e atinge alvos a uma altitude de 25 km, ou até mais. Funciona por meio de um sistema de radar, normalmente operado por uma unidade móvel que acompanha o BUK.
O relatório dos investigadores holandeses afirma que o voo MH17 foi abatido pela explosão de uma carga 9N314M fixada sobre um míssil do tipo 9M38 e lançada por um sistema BUK. O avião da Malaysia Airlines voava a velocidade de cruzeiro a altitude de 33.000 pés, o equivalente a 10 km.
Segundo o construtor russo Almaz-Antei, fabricante do BUK, o modelo 9M38 não está mais em serviço no Exército russo desde 2011. Foi entregue ao Exército soviético até 1986. De acordo com o construtor, a Ucrânia ainda contava com 502 unidades em 2005.
O BUK também foi exportado para outros países, incluindo Coreia do Norte e Síria.
“A Rússia afirma que não usa mais os mísseis 9M38. Mas isso não é apoiado pelos fatos”, comentou o editor-chefe na Europa da revista britânica de Defesa Jane’s, Nick de Larrinaga.
“Eles continuaram a ser usados pelo Exército russo e estavam presentes nos arsenais militares russos na época do lançamento contra o avião”, completou Nick.
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