O mercado global de mobilidade elétrica tem um novo líder definitivo. Dados divulgados nesta sexta-feira (2) confirmam que a Tesla perdeu o posto de maior vendedora de veículos elétricos (VEs) do mundo para a chinesa BYD.

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O movimento, que já era antecipado por especialistas, consolidou-se após um quarto trimestre morno para a fabricante americana e um ano de expansão agressiva da gigante de Shenzhen.

A Tesla encerrou o último trimestre de 2025 com 418.227 entregas. Embora o número tenha elevado o total anual da companhia para 1,64 milhão de veículos, o resultado ficou aquém do esperado por Wall Street. O consenso da FactSet projetava que a empresa de Musk entregasse cerca de 449 mil unidades no período, evidenciando uma desaceleração mais brusca do que o previsto.

Em contrapartida, a BYD reportou um desempenho histórico. No acumulado de 2025, a marca chinesa atingiu a marca de 2,26 milhões de veículos 100% elétricos vendidos, estabelecendo uma vantagem confortável sobre a concorrente americana.

Para além do avanço da BYD

A perda da liderança é reflexo de uma combinação de fatores econômicos e de imagem que atingiram a Tesla na reta final do ano, como o fim do crédito tributário de US$ 7,5 mil nos Estados Unidos, em setembro. A medida esfriou o apetite dos consumidores americanos ao elevar o custo real dos veículos em mais de R$ 41 mil.

A exposição pública de Elon Musk e seu apoio a figuras da extrema direita europeia e ao presidente Donald Trump também atrapalharam, ao criarem uma resistência entre progressistas e mercados-chave da Europa.

Por fim, além da BYD, a Tesla enfrenta agora um cerco de montadoras europeias e outras marcas chinesas que renovaram seus portfólios com tecnologias mais recentes.

(*com informações da Reuters e Estadão Conteúdo)