Análises realizadas pelos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA) do Ministério da Agricultura detectaram matérias estranhas e impurezas acima dos limites previstos nas normas vigentes em quatro marcas de café do Brasil. Diante das irregularidades identificadas, o ministério desclassificou e recolheu os lotes afetados.

A marca mais atingida pela ação do governo foi a Terra da Gente, produzida por duas indústrias paulistas diferentes: Terra da Gente Indústria e Comércio de Café e Solveig Indústria e Comércio de Café. A empresa teve 18 lotes apreendidos nas variedades extra forte e tradicional.

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Outra marca paulista, a Made in Brazil, apresentou impurezas e matérias estranhas acima dos limites permitidos em dois lotes. A marca é produzida pela MF Indústria Paulista de Café

Já a marca Jalapão, do Tocantins, teve dois lotes apreendidos, sendo um da variedade tradicional e outro da extra forte. No Espírito Santo, a marca Q-Delícia, produzida pela C. N. dos Anjos Café Nunes Zum, apresentou irregulares em um único lote. Porém, a empresa capixaba sequer pussui registro no Ministério da Agricultura.

Os cafés foram adquiridos pelo Ministério da Agricultura em estabelecimentos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso, Tocantins e Ceará. Para quem já adquiriu as marcas recentemente, o Ministério da Agricultura recomenda que o produto não seja consumido e seja solicitada a substituição conforme o Código de Defesa do Consumidor.

Outro lado

Em nota, a Solveig Indústria e Comércio de Café Ltda., responsável pelo café Terra da Gente, informou que os lotes são antigos, já foram integralmente segregados e não estão em circulação no mercado, não representando qualquer risco ao consumidor.

“Tão logo a empresa tomou conhecimento das supostas irregularidades, adotou medidas imediatas, como a segregação dos lotes e o reforço nos controles de qualidade. Desde agosto de 2025, a empresa também vem implementando um plano de modernização industrial, com equipamentos atualizados, processos aprimorados e rastreabilidade completa de toda a produção’, acrescentou.