O Banco do Brasil afirmou, em sua divulgação de resultados, que um atraso superior a 90 dias de R$ 3,6 bilhões de um único cliente impactou o índice de inadimplência da instituição no quarto trimestre.

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O banco não revelou o nome da empresa, por questões da lei de sigilo bancário. Mas, segundo pessoas do mercado a par do caso, a empresa em questão é a Braskem. Em nota, a petroquímica disse ontem que está em dia com as obrigações com o BB.

O vice-presidente de Controles Internos e Gestão de Riscos do BB, Felipe Prince, disse em entrevista coletiva, sem citar o nome da empresa, que a dívida foi repassada a um fundo que compra crédito de maior risco, chamados no mercado de “gestoras de situações especiais”. “É um caso antigo, onde algumas soluções foram tentadas e acabamos não conseguindo implementá-las no passado”, disse.

Ele afirmou que o banco criou uma estrutura para viabilizar a regularização desse crédito em 2025. “Durante as negociações, a operação ficou inadimplente”, afirmou vice-presidente de Controles Internos e Gestão de Riscos do Banco do Brasil.

Em janeiro, o caso foi resolvido e, na sequência, o crédito foi cedido a um fundo. Prince afirma que esse caso específico não deve gerar novos impactos no primeiro trimestre de 2026.

A taxa de inadimplência do BB, considerando atrasos acima de 90 dias, teria ficado em 4,88% no quarto trimestre sem esse caso. Com a empresa em questão, o indicador ficou em 5,17%.

O caso afetou o índice de cobertura para créditos de liquidação duvidosa, que recuou a 155,4% no quarto trimestre. Sem o caso, o indicador ficaria em 164,7% – ou seja, para cada R$ 1 há R$ 1,64 para cobrir eventuais perdas.

Lucro menor

O Banco do Brasil encerrou 2025 com lucro líquido ajustado de R$ 20,6 bilhões, valor 45% menor do que o resultado do ano anterior. No quarto trimestre, o ganho líquido do BB ficou em R$ 5,74 bilhões, também em queda, de 40%, na comparação anual.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.