Em sessão realizada nesta terça-feira, 13, os deputados aprovaram no  Câmara a medida provisória que recria o Ministério da Cultura e cria as  Secretarias Especiais dos Direitos da Pessoa com Deficiência e dos  Direitos da Pessoa Idosa.

O texto aprovado é de autoria da  deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP). Na discussão da matéria foi excluída,  contudo, a criação da Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico  Nacional. No entendimento dos deputados, o Instituto do Patrimônio  Histórico e Artístico Nacional (Iphan) já cumpre esse papel.

A  recriação do Ministério da Cultura ocorreu após polêmica gerada com a  determinação de sua extinção, pelo presidente Michel Temer. As  atribuições da pasta seriam inicialmente transferidas pera o ministério  da Educação. A decisão de Temer ocorreu no âmbito da reforma  administrativa que ele implantou ainda durante a sua interinidade do  cargo. Após reações de vários setores, Temer recuou da ideia e enviou  nova MP para o Congresso recriando a pasta.

As idas e  vindas do presidente foram lembradas hoje no plenário por integrantes da  oposição. “Pasmem! Um País que apresenta uma proposta para acabar com o  Ministério da Cultura quer que o seu povo não faça o resgate da sua  história, da sua arte, das suas tradições, da sua diversidade, das  riquezas culturais que têm no Brasil. Foi necessário que a sociedade se  mobilizasse, principalmente, na parte artístico-cultural, e nós  conseguimos com as nossas denúncias e com a pressão da sociedade  convencer o governo de recolocar o tema da estrutura do Ministério da  Cultura no nosso País”, afirmou o deputado Bonh Gass (PT-RS).

Apesar  das críticas de petista ao governo, a MP foi aprovada sem resistência  de integrantes da oposição. “Nós já fizemos o entendimento para poder  votar as medidas provisórias. Quero agradecer à Minoria pela compreensão  de que nós temos nessas medidas provisórias, todas elas, prazos de  validade. São medidas provisórias importantes para o País. Quero também  aqui registrar e agradecer à Minoria pelo entendimento e compreensão”,  afirmou o líder do governo, André Moura (PSC-SE).