Os dirigentes de Grã-Bretanha, França e Alemanha se envolveram diretamente nesta quinta-feira no debate político em Washington sobre o acordo nuclear com o Irã, ao manifestar seu apoio ao texto negociado pelo governo do presidente Barack Obama.

“Estamos seguros de que o acordo dará uma base para resolver, de maneira permanente, o conflito sobre o programa nuclear do Irã”, disseram o primeiro-ministro britânico, David Cameron, o presidente francês, Francois Hollande, e a chanceler alemã, Angela Merkel, em um artigo publicado no The Washinton Post.

“Apoiamos completamente este acordo”.

“Dois anos de árduas e detalhadas negociações produziram um acordo que fecha todos os caminhos possíveis para uma arma nuclear iraniana, em troca de um alívio gradual das sanções nucleares”.

Nesta quinta-feira, a minoria do Partido Democrata no Senado americano conseguiu evitar um esforço republicano para minar o acordo com o Irã, um feito saudado por Obama como uma “vitória para a diplomacia”.

Em uma votação de procedimento, os senadores conseguiram evitar, por 42 votos contra 58, a aprovação da “resolução de desaprovação” do acordo firmado em julho passado. O mínimo necessário para que o texto passasse era de 60 votos.

Os republicanos de queixam de que o acordo não elimina o programa como um todo, é falho em prever inspeções em instalações nucleares ou em forçar o Irã a suspender o apoio a grupos militantes, como o movimento palestino islâmico Hamas.