O candidato de centro-esquerda Mustafá Akinci foi eleito no domingo “presidente” da República Turca do Chipre Norte (RTCN, não reconhecida) para substituir o nacionalista Dervis Eroglu.

Akinci, político experiente e considerado favorável a uma reconciliação com a parte chipriota-grega, única entidade reconhecida internacionalmente desde a divisão do país em 1974, chegou a 60,5% dos votos no segundo turno da eleição “presidencial”.

“Presidente” de um país que ninguém reconhece além de Ankara, o papel de Akinci será principalmente o de conduzir as negociações com as autoridades da parte chipriota-grega no sentido de uma reunificação. Está previsto que o diálogo seja retomado em maio, segundo declarações recentes do enviado especial da ONU para o Chipre.

O país foi dividido em dois depois da invasão da Turquia, em 1974, em resposta a um golpe de Estado nacionalista com o objetivo de anexar a ilha à Grécia.

Atualmente, Ankara contribui com um terço do orçamento da RTCN, criada em 1983, e financia a maior parte de suas infraestruturas.