Maior fabricante de bebidas do país, a Ambev fechou parceria com algumas das principais praças do Carnaval de rua do país para oferecer investimento e apoio a ambulantes. Nas cidades de São Paulo, Salvador e Rio de Janeiro, a empresa montou uma estrutura de credenciamento e apoio aos vendedores.

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A IstoÉ Dinheiro teve acesso aos preços sugeridos pela empresa para as vendas dos produtos. Os valores não são divulgados oficialmente. Como se trata de ‘preço sugerido’ pela fabricante, fica a critério dos próprios ambulantes comercializar ou não com estes valores. O folião poderá, assim, encontrar produtos mais caros ou mais baratos a depender do vendedor.

Veja os preços a seguir:

  • Cerveja Skol 269 ml – 2 por R$ 10
  • Cerveja Budweiser 269 ml – 2 por R$ 12
  • Spaten 269 ml – 2 por R$ 14
  • Stella Pure Gold 350 ml – R$ 10
  • Corona e Corona Cero 350 ml – R$ 11
  • Beats 269 ml – 2 por R$ 17
  • Brutal Fruit 269 ml – R$ 10
  • Guaraná Antarctica e Pepsi 350 ml – R$ 6
  • Red Bull 250 ml – R$ 16
  • Água 500 ml – R$ 5

Os produtos serão disponibilizados com preços diferenciados aos ambulantes cadastrados. Os vendedores contarão também com credencial de identificação, colete e caixa térmica. A depender da cidade, haverá ainda guarda-sol, protetor solar, bonés e capa de chuva.

A Ambev oferece ainda nestas cidades patrocínio para eventos carnavalescos, como a apresentação do DJ Calvin Harris em um trio elétrico neste domingo, 8, em São Paulo.

Dá para comprar outras bebidas no carnaval de rua?

As regras para que os ambulantes autônomos vendam bebidas fora do credenciamento da Ambev variam de acordo com a cidade.

No Rio de Janeiro, há três circuitos cercados e com controle de acesso para os foliões, onde apenas vendedores credenciados terão acesso. São eles o Circuito Preta Gil, a Praça Tiradentes, o Largo de São Francisco de Paula e o Jardim Botânico. “Em outros logradouros, os ambulantes autônomos do carnaval de rua podem vender em qualquer um dos percursos de blocos”, esclarece a RioTur (Empresa Municipal de Turismo do Rio).

Em Salvador, o regulamento funciona de forma parecida. Dentro dos circuitos oficiais do Carnaval, o comércio fica restrito a vendedores credenciados. “As parcerias com marcas patrocinadoras, como a Ambev, fazem parte da estratégia de ativação e organização da festa, essencial para a desoneração dos cofres públicos ao selar parcerias de patrocínios responsáveis por custear a maior parte do Carnaval de Salvador”, diz a Saltur (Empresa Pública de Turismo da Prefeitura de Salvador).

Ambas as prefeituras destacam o credenciamento como um mecanismo de segurança e garantia da qualidade das bebidas. Nas duas cidades, o comércio também poderá permanecer aberto como outra opção para os foliões.

A prefeitura de São Paulo não retornou ao pedido da IstoÉ Dinheiro de esclarecimentos sobre as regras para vender bebidas fora do credenciamento.