O presidente americano, Barack Obama, anunciará nesta quinta-feira a oferta de permissões de trabalho para até 5 milhões de imigrantes em situação ilegal, protegendo-os da deportação, informou a Casa Branca.

Durante um discurso solene na Casa Branca, Obama deverá explicar como quase todos os não cidadãos sem documentos residentes no país por mais de cinco anos e que tiverem tido um filho que seja cidadão americano ou residente legal permanente poderão solicitar uma autorização de trabalho por três anos.

Obama também anunciará uma ampliação das condições de acesso ao programa Daca (acrônimo de “Deferred Action for Childhood Arrival”), que ele próprio lançou em 2012 e que fornece residência temporária para jovens imigrantes sem documentos, que chegaram aos Estados Unidos antes dos 16 anos.

A Casa Branca, que informou que um reforço nos controles das fronteiras também estava previsto no arsenal das medidas presidenciais, indicou que critérios estritos seriam aplicados e que não se tratava, em nenhum caso, de uma “porta aberta” a todos os candidatos ao exílio.

“Se você não reunir as condições para uma remissão, poderá ser expulso”, resumiu um funcionário, que pediu para ter sua identidade preservada.

Destacando que, após meio século, “todos os presidentes, democratas e republicanos” usaram de suas prerrogativas para atuar sobre a imigração, sem pedir o aval do Congresso, o Executivo americano afirma agir sobre bases legais sólidas.

Muitos republicanos que se lançaram contra estes anúncios presidenciais puseram em dúvida sua legalidade constitucional.

Desde as regularizações maciças de 1986, durante o governo de Ronald Reagan, todas as tentativas de reforma do sistema de imigração fracassaram.

Após atestar ter tido uma “paciência extraordinária” com o Congresso, Obama tem advertido há algumas semanas que ele agirá apenas para responder às insuficiências de um “sistema que não funciona mais”.