Os Estados Unidos apontaram nesta sexta-feira o Conselho Nacional de Transição (CNT) – que faz oposição à violenta ditadura de Muammar Kadhafi na Líbia – como “um interlocutor legítimo e confiável”, mas não chegaram a reconhecer diplomaticamente este orgão dos rebeldes.

O líder da oposição líbia, Mahmud Jibril, esteve presente na Casa Branca nesta sexta-feira, onde conversou com o conselheiro para Segurança Nacional do presidente Barack Obama, Tom Donilon.

Apesar da boa impressão da Casa Branca em relação às idéias do líder da oposição líbia, a expectativa de Jibril era de obter o reconhecimento oficial em sua visita, conforme declarou na quinta-feira à rede de televisão CNN.

Donilon reiterou que a posição do presidente Obama é de que o Kadhafi deve abandonar o poder de imediato.

O Conselho Americano também enalteceu o compromisso da CNT em favor de uma transição pluralista e um futuro democrático na Líbia.

Antes de se reunir com Donilon, Jibril conversou com Jum Steinberg, principal adjunto da secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

Desde a quarta-feira, Jibril mantém encontros com o Congresso para defender a causa da CNT, que ainda espera ser reconhecida diplomaticamente por Washington, como já fazem França, Itália, Reino Unido e Qatar.

A iniciativa de Jibril busca tanto apoio político como financeiro. Para o líder rebelde, um reconhecimento oficial de Washington seria crucial para a obtenção do dinheiro de que tanto necessitam os rebeldes líbios.

“Estamos frente a um problema financeiro muito grande, quase não temos dinheiro”, explicou Jibril na quinta-feira no centro de estudos Brookings Institution, de Washington.

Segundo ele, a rebelião líbia necessita de 3 bilhões de dólares nos próximos meses para satisfazer suas necessidades, e, principalmente, para o pagamento de funcionários.

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