Os dados de Educação do Censo 2022 divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira, 26, mostram que a área de negócios, administração e direito é o que reúne o maior número de brasileiros diplomados: 8,408 milhões de formados nestas áreas.

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O Censo mostrou também uma elevação na proporção da população com nível superior completo, saltando de 6,8% em 2000 para 18,4% em 2022, considerando pessoas com 25 anos ou mais. Já o percentual de pessoas sem instrução ou sem concluir o ensino fundamental caiu de 63,2% para 35,2%.

Em 2022, o Brasil tinha 2.467.521 pessoas graduadas na área detalhada de Direito, e 553.538 pessoas graduadas na área detalhada de medicina. Veja quadro abaixo:

Veja tabela com as áreas com o maior número de diplomados no Brasil:

 Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2022. Dados dos Resultados preliminares da amostra, estimados a partir de áreas de áreas
Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2022. Dados dos Resultados preliminares da amostra, estimados a partir de áreas de áreas

Proporção de habitantes com superior por estado

O Distrito Federal lidera no quesito proporção da população com ensino superior completo, com 37%, bem à frente da segunda colocada, São Paulo, com 23,3%. Já a menor proporção estava no Maranhão 11,1%.

Entre as Unidades da Federação, em 2022, o Piauí tinha a maior proporção de pessoas de 25 anos ou mais sem instrução e com fundamental incompleto e o Distrito Federal tinha a menor (19,2%).

Desigualdades

Em relação a cor e raça, há grande disparidade em alguns cursos. Três em quatro formados em medicina (75,5%), economia (75,2%) e odontologia (74,4%) eram brancos. Os negros (pretos e pardos) com diploma nesses cursos eram 21,9%, 22,3% e 22,7%, respectivamente.

Entre os cursos onde a participação de negros e brancos era mais equilibrada, apareciam serviço social (47,2% eram brancos e 52%, negros), religião e teologia (48,2% eram brancos e 50,8% negros) e formação de professores (52,8% eram brancos e 46,4%, negros).

Em relação ao sexo, engenharia mecânica e metalurgia é a área com maior proporção de homens entre os formados (92,6%), enquanto a parcela de mulheres é maior nos cursos de formação de professores (92,8%) e serviço social (93%).

Em alguns cursos, percebe-se o aumento da participação de mulheres em anos recentes. Em medicina, por exemplo, o percentual de mulheres no total da população com diploma na área era de 49,9%. Entre os médicos com até 29 anos, 60,2% eram mulheres.

O mesmo percebe-se nos cursos de direito (51,1% de todos com diploma na área eram de mulheres, mas entre os formados em direito com até 29 anos, 62,1% eram mulheres) e gestão e administração (mulheres eram 52,3% do total de formados nesse curso e 59,2% do total de formados nessa área com até 29 anos).

*Com informações da Agência Brasil