São Paulo, 29 – As usinas do Centro-Sul do Brasil moeram 47,630 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na primeira quinzena de agosto da safra 2025/26 (abril de 2025 a março de 2026), em comparação com 44,034 milhões de tonelada em igual período da temporada anterior, alta de 8,17%. As informações são do levantamento quinzenal da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), divulgado nesta sexta-feira.

Segundo a Unica, operavam na primeira quinzena de agosto 257 unidades produtoras na região Centro-Sul, sendo 237 com processamento de cana, dez que fabricam etanol a partir do milho e dez usinas flex. No igual período, na safra 2024/2025, operaram 261 unidades produtoras, sendo 241 unidades com processamento de cana, nove empresas que fabricam etanol a partir do milho e 11 usinas flex.

A produção de açúcar na primeira quinzena de agosto totalizou 3,615 milhões de toneladas, alta de 15,96% na comparação com a quantidade registrada em igual período na safra 2024/2025 (3,118 milhões de toneladas).

Na primeira metade de agosto, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 2,193 bilhões de litros, dos quais 1,292 bilhão de litros de etanol hidratado (-12,95%) e 901 milhões de litros de etanol anidro (+8,63%).

Do total de etanol obtido na primeira quinzena de agosto, 17,05% foram fabricados a partir do milho, com produção de 373,94 milhões de litros neste ano, contra 325,23 milhões de litros no igual período do ciclo 2024/2025, aumento de 14,98%.

Em relação à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na primeira quinzena de agosto atingiu 144,83 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, em comparação com 151,17 kg por tonelada na safra 2024/2025, queda de 4,19%. O mix de destino da cana para etanol foi de 45,00% na 1ª quinzena de agosto.