A edição 2021 da Consumer Electronics Show (CES), maior feira anual de eletrônicos de consumo, começou nesta segunda-feira (11) em um formato totalmente virtual, longe dos cassinos de Las Vegas, a cidade que tradicionalmente a hospeda.

A gigante sul-coreana Samsung, a fabricante de TV chinesa Hisense e a alemã Bosch abriram o grande evento com conferências de imprensa sobre seus produtos mais recentes para a vida doméstica.

Após um ano de pandemia, a grande feira de tecnologia deve assumir o desafio de continuar sendo um ponto de encontro, mas sem estandes e restaurantes.

O site da CES estreia nesta edição atrações como debates e alguns eventos serão transmitidos ao vivo, inclusive para o público em geral.

Os participantes apresentam suas novidades e invenções eletrônicas de seus respectivos países, portanto, precisaram investir na comunicação. Eles estão em menor número do que nos anos anteriores: cerca de 1.800 expositores estão inscritos, contra 4.000 na edição de 2020.

Start-ups e multinacionais planejam focar no valor agregado de seus produtos em tempos de pandemia, tanto para empresas quanto para usuários individuais.

Depois da “health tech” (tecnologia da saúde), muito presente na última edição, esta é a vez da “covid tech”, com termômetros conectados e robôs desinfetantes para escritórios e outros locais públicos.

“Itens que foram considerados divertidos no ano passado, como purificadores de ar pessoais, serão levados muito mais a sério este ano”, disse o analista independente Richard Windsor, autor do blog Radio Free Mobile.

O primeiro dia é dedicado à imprensa. A partir de terça-feira, os espectadores poderão clicar em estandes virtuais para assistir a vídeos de apresentação e participar de conversas.

Alguns dos eventos mais esperados acontecerão online. Entre outros, a Audi lançará seu carro esportivo elétrico e a LG mostrará uma grande tela curva para os entusiastas de videogames.

A Consumer Technology Association (CTA), que organiza a feira, espera atrair cerca de 100 mil visitantes.