11/09/2026 - 14:29
PEQUIM — A China divulgou, nesta quarta-feira (11), um plano de ação abrangente para fortalecer seu setor de veículos elétricos inteligentes. O objetivo principal é implementar em larga escala unidades com direção autônoma até 2030, ao mesmo tempo em que expande a influência global de sua indústria automotiva, buscando posicionar várias montadoras chinesas entre as dez maiores do mundo em vendas.
O que aconteceu
- Setor de veículos elétricos inteligentes receberá investimentos significativos para impulsionar a tecnologia de direção autônoma até 2030.
- O governo chinês busca consolidar sua posição global, almejando que diversas montadoras do país figurem entre as dez maiores em vendas no mundo.
- O plano visa atuar na melhoria da segurança veicular, fortalecer a fiscalização antitruste e coibir o excesso de investimentos e a capacidade ociosa do setor.
O Ministério da Indústria informou que veículos com capacidade de direção autônoma serão implantados em larga escala. A direção automatizada será adotada em rodovias, vias expressas urbanas e determinadas vias municipais, representando um avanço significativo na infraestrutura de transporte do país.
Além da meta de vendas globais, o governo chinês planeja aumentar o apelo internacional de suas marcas automotivas. O fortalecimento da voz da China nas normas automotivas internacionais é outro pilar, buscando influenciar padrões e regulamentações globalmente.
Como a China fiscaliza a segurança e o mercado?
O ministério pretende reforçar o papel do setor automotivo como um pilar econômico fundamental. A expectativa é que os veículos autônomos atinjam níveis de segurança mais elevados do que os motoristas humanos, contribuindo para a redução de acidentes e para a eficiência do transporte.
A China também tornará mais rigorosas as regras relativas à produção de veículos, segurança viária, direção autônoma e atualizações de software. Paralelamente, o país explorará vias especiais de aprovação para componentes-chave e veículos de baixo volume, visando equilibrar inovação e controle.
O plano busca, ainda, aumentar a supervisão da capacidade de produção de veículos e baterias, coibir o excesso de investimentos e incentivar a consolidação do setor. A eliminação da capacidade ociosa é vista como essencial para garantir a sustentabilidade e a competitividade da indústria automotiva chinesa.
Quais os impactos no comércio global?
Outro ponto crucial do plano inclui fortalecer a fiscalização antitruste, melhorar a supervisão da qualidade dos produtos e promover a concorrência leal. As medidas também buscam coibir incentivos inadequados por parte dos governos locais, garantindo um ambiente de mercado mais equitativo.
Conforme o ministério, serão introduzidas diretrizes para ajudar as montadoras a cumprir as regras ao se expandirem no exterior. Essa iniciativa visa facilitar a internacionalização das empresas chinesas, garantindo que operem dentro dos padrões globais.
O Ministério da Indústria também planeja incentivar uma cooperação mais profunda entre empresas chinesas e estrangeiras. Essa colaboração envolverá pesquisa, investimento e expansão no mercado global de veículos e componentes-chave, prometendo moldar o futuro da mobilidade em escala mundial.
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