A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) pediu ao governo dos Estados Unidos que preserve a vida do iemenita Moath al Alwi, preso em Guantánamo – informou nesta quarta-feira a organização humanitária.

A CIDH pediu aos Estados Unidos que “tomem as medidas necessárias para preservar a vida e a integridade pessoal” de Al Alwi e “garantam que as condições de detenção estejam de acordo com os padrões internacionais”, segundo uma nota oficial.

A CIDH também pediu ao governo dos Estados Unidos que tome as medidas para garantir que Al Alwi “tenha acesso aos cuidados e tratamento necessários”.

Os Estados Unidos devem informar “sobre as ações tomadas para investigar os fatos (…) e evitar sua repetição”, apontou a Comissão, um órgão autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA) com sede em Washington.

Na resolução de sete páginas datada de 31 de março, os membros da Comissão recordaram que Al Alwi, 35 anos, foi preso no Paquistão e entregue às tropas norte-americanas por “caçadores de recompensas” em troca de uma compensação financeira.

Segundo a Comissão, as informações disponíveis mostram, em princípio, que Al Alwi está em uma “situação grave e urgente” e que sua “vida e segurança estariam em risco”.

Al Alwi disse à Comissão que cresceu na Arábia Saudita e se mudou para o Afeganistão, mas chegou ao Paquistão fugindo dos ataques dos Estados Unidos. Finalmente, em janeiro de 2002, foi transferido para o centro de detenção de Guantánamo.