A Cielo, controlada por Bradesco e Banco do Brasil, espera alcançar mais rápido a meta de 100 mil máquinas inteligentes, batizada de LIO pela companhia, com o lançamento de uma nova campanha publicitária para demonstrar as funcionalidades do equipamento, de acordo com o vice-presidente de Produtos e Negócios da adquirente, Daniel Caffaro. O foco da empresa, conforme o executivo, é tornar o terminal, que agrega funções adicionais ao equipamento tradicional (POS, na sigla em inglês), um produto de escala.

Lançada em duas versões, sendo a primeira em 2016, a LIO soma hoje cerca de 50 mil unidades. Sua penetração na base da adquirente, entretanto, ainda é baixa, mas vem crescendo. Ao final de março último, era de 3,1%, sendo que no período foram adicionados 13 mil terminais.

“A LIO não é um produto de nicho, mas de escala e o terminal vai ter escala. Agora, temos um produto redondo, maduro, e queremos aproveitar a experiência dos clientes para apresentar as funcionalidades da LIO”, explicou Caffaro, em coletiva de imprensa, nesta manhã.

Sem mencionar detalhes em termos de números e o prazo de tempo que a LIO ganhará escala no Brasil, o executivo destacou que o equipamento inteligente contribui para reduzir os principais custos dos varejistas ao combinar diversas funcionalidades e não apenas a captura de transações com cartões de crédito e débito. Sobre a influência do cenário competitivo na nova versão da LIO, ele disse que, também nessa estratégia, a companhia seguiu monitorando a concorrência, que está cada vez mais acirrada com a entrada de novos players.

“A nova campanha reforça o que está por trás de uma estratégia muito maior da companhia, de diferenciação e inovação, na qual já inauguramos oferta de serviços por planos”, disse o presidente da Cielo, Eduardo Gouveia.

A experiência dos clientes que já utilizam a LIO é a principal aposta da nova campanha publicitária da adquirente, mostrando situações reais de problemas enfrentados por comerciantes não só no momento do pagamento, mas também da venda de produtos. Conforme a diretora de marketing da Cielo, Duda Bastos, o objetivo da credenciadora foi traduzir a vida real numa campanha publicitária, criada em parceria com a agência Wunderman.

Com mais de 90 aplicativos, o terminal LIO permite, dentre outras várias funcionalidades, a integração da loja física e e-commerce, conceito conhecido como “omnichannel”, gerenciamento de estoque, leitura de código de barras dos produtos e ainda a integração com o sistema dos próprios clientes. “Essa não é uma maquininha. Está mais para maquinão. A nova LIO é também uma máquina de pagamentos e será uma revolução nos meios de pagamentos assim como foi o smartphone para o mercado de celulares”, acrescentou Duda, acrescentando que, na mira da Cielo com a nova LIO estão varejistas de diversos portes e segmentos.

A nova LIO foi lançada após a primeira versão do terminal não ter sido tão bem-sucedida com a retirada da impressora e do recibo. A máquina está disponível nos três planos de serviço da Cielo, que levam em conta o volume transacionado pelo cliente para definição de preço do serviço, podendo, até mesmo, isentar o aluguel do equipamento. Também será ofertada em todos os canais da companhia, incluindo os sócios controladores BB e Bradesco.