Antes da interrupção desta segunda-feira (26), o último circuit breaker na Bolsa brasileira havia ocorrido em 18 de março de 2020, durante a pandemia de covid-19. Naquele mês, o mecanismo foi acionado seis vezes, em cinco pregões.

A B3 voltou a suspender negociações no primeiro pregão após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, em uma sessão marcada por forte desvalorização dos ativos brasileiros.

Quando o circuit breaker foi acionado em 2020

As interrupções de março de 2020 ocorreram durante a turbulência provocada pelo avanço da pandemia e pelas incertezas sobre seus efeitos econômicos.

DataAcionamentos no pregão
9 de março de 2020Um
11 de março de 2020Um
12 de março de 2020Dois
16 de março de 2020Um
18 de março de 2020Um

A última dessas sessões encerrou a sequência de seis acionamentos daquele mês. Os percentuais de fechamento de cada pregão podem diferir das quedas que provocaram as interrupções, pois os preços continuam variando após a retomada.

Bolsa voltou a negociar com perdas acentuadas

Nesta segunda-feira, a B3 anunciou uma suspensão de 30 minutos, com retomada por meio de leilão entre 10h30 e 10h35.

A medida alcançou os ativos abrangidos pelo comunicado, incluindo ações e opções, além de BDRs e ETFs.

Após a reabertura, o Ibovespa continuou sob pressão. Por volta das 13h10, o índice recuava mais de 15%, na faixa de 173 mil pontos, conforme o levantamento apresentado na notícia. Mais cedo, havia atingido a região dos 169 mil pontos.

Como funcionam as regras gerais do circuit breaker

Criado no Brasil em 1997, o mecanismo interrompe temporariamente as negociações em situações de forte queda. A referência é a variação do Ibovespa em relação ao fechamento anterior.

Pelas regras gerais da B3, uma queda de 10% provoca suspensão de 30 minutos. Após a retomada, se o recuo atingir 15%, ocorre nova interrupção, por uma hora.

Se, depois da reabertura, a perda alcançar 20%, a B3 poderá estabelecer outra suspensão, com duração definida e comunicada ao mercado.

Sessão desta segunda teve condições específicas

De acordo com a Folha de S.Paulo, a B3 anunciou a primeira interrupção antes da abertura do mercado à vista, após avaliar os preços indicativos das ações.

Para a continuidade daquela sessão, o comunicado citado pelo jornal previa novo acionamento com queda de 20%, suspensão de 15 minutos e reabertura em leilão de cinco minutos. Essas condições explicam a continuidade dos negócios mesmo com perdas superiores a 15%.

Regras de horário para novas interrupções

Pelas regras gerais, os estágios do circuit breaker não podem ser acionados nos últimos 30 minutos da sessão.

Se uma interrupção ocorrer na última hora, o encerramento será prorrogado por até 30 minutos para permitir a reabertura e a negociação ininterrupta dos ativos e derivativos. As condições de retomada são divulgadas pela B3.

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