O Citi prevê que a pressão sobre a Bolsa brasileira continue no curto prazo após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Mesmo diante da cautela, o banco destaca uma carteira com 10 ações que considera mais bem posicionadas para o cenário.

Em relatório divulgado nesta segunda-feira (26), os estrategistas liderados por Andre Mazini afirmam que o resultado contrariou as expectativas predominantes dos investidores. Nas semanas anteriores, os preços dos ativos haviam incorporado uma probabilidade maior de vitória de Flávio Bolsonaro.

Citi identifica maior risco de queda para ativos brasileiros

A instituição avalia que a eleição reforçou uma assimetria desfavorável aos ativos domésticos. A preocupação envolve a política fiscal e a governança das empresas estatais.

Antes da abertura do mercado brasileiro, os ADRs da Petrobras recuavam cerca de 23% no pré-mercado americano, conforme o relatório.

A leitura acompanha uma pesquisa feita pelo Citi com 73 investidores antes do segundo turno. Os participantes esperavam uma reação negativa à vitória de Lula mais intensa do que a valorização projetada em caso de triunfo do adversário.

O levantamento antecipava desvalorização do real e pressão sobre as ações, acompanhadas de elevação das taxas de juros futuros.

As 10 ações destacadas pelo Citi após a eleição

O banco havia elaborado, antes da votação, uma carteira específica para um cenário de vitória de Lula. A expectativa é de que essas empresas apresentem desempenho superior ao restante do mercado em termos relativos.

EmpresaCódigo na B3
BTG PactualBPAC11
Caixa SeguridadeCXSE3
CopelCPLE3
CuryCURY3
EmbraerEMBJ3
GerdauGGBR4
BradSaúdeSAUD3
UltraparUGPA3
WEGWEGE3
Axia EnergiaAXIA3

A seleção reúne companhias de diferentes setores, com presença de empresas de energia e indústria, além de serviços financeiros e exportadoras. Na avaliação do Citi, suas características podem oferecer proteção relativa durante o período de maior volatilidade.

Política fiscal e equipe econômica orientam próximos movimentos

Para o banco, os próximos sinais do governo reeleito serão determinantes para a revisão das expectativas.

A composição da equipe econômica e as indicações sobre a política fiscal devem influenciar a intensidade da correção dos ativos brasileiros. Esses anúncios orientarão a avaliação sobre a possibilidade e o ritmo de uma recuperação após a reação inicial.

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