20/06/2007 - 7:00

“Teremos um personal mobile que poderá ir na casa do cliente esclarecer dúvidas”
JOÃO COX, PRESIDENTE DA CLARO
O mercado brasileiro de telefonia celular é um dos mais competitivos do mundo. Dados da Agência Nacional de Telecomunicações, a Anatel, apontam que hoje existem mais de 100 milhões de linhas em funcionamento e uma disputa ferrenha. As operadoras brigam pelos clientes quase que no tapa. A Claro, que cobre as regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Centro- Oeste e é dona de 24,24% do mercado nacional, com uma base de 24,6 milhões de clientes, também se inclui nessa briga pelos consumidores. Só que o tapa dela é de pelica. A empresa, que ultimamente vem fazendo testes no mercado de luxo com o público mais abastado, anunciou que pretende lançar o serviço Claro A no segundo semestre deste ano. “É como voar de primeira classe, executiva ou econômica”, diz João Cox, presidente da Claro. “O cliente poderá escolher pelo serviço que preferir”, avisa. O preço do pacote ainda não foi definido, mas já dá para ter uma idéia das mordomias que virão pela frente.
Criado em 2006 em caráter experimental, o Claro A nasceu da necessidade da empresa de segmentar o público. Para isso, a operadora contratou a consultora Ana Lúcia Zambon, da consultoria Zambon Inc, para desenhar um modelo que se encaixasse nas necessidades da empresa e dos clientes. Zambon, com experiência no mundo da moda e no mercado de luxo, levou uma idéia inovadora para os executivos da companhia de telefonia. Tratava-se de realizar parcerias com marcas conhecidas pelo público de alto padrão aquisitivo e, somado a isso, proporcionar serviços exclusivos. A idéia foi comprada, um departamento foi criado e surgiram as primeiras parcerias. “Realizamos eventos com NK Store, Davidoff, Vogue e Land Rover”, diz Cox. Como funciona?
A Claro, em conjunto com uma fabricante de aparelhos, presenteia 25 clientes das marcas associadas com um telefone dotado de conteúdo exclusivo. O aparelho dado em conjunto com a NK Store, por exemplo, continha informações sobre moda, o telefone da loja e até da vendedora. O telefone fornecido em conjunto com a Davidoff trazia notícias sobre charutos. A Land Rover, que organizou um evento na semana passada, ofereceu aparelhos com vídeos de off road e informações técnicas dos carros. “Queremos estender esse serviço para mais clientes”, diz Luiz Tambor, diretor de marketing da Land Rover. “Estamos conversando com a Claro.”
O segredo desse serviço para vencer a concorrência está na forma de atendimento. No lugar do infernal call center, cujo atendimento é demorado e causa dores de cabeça para os clientes, há o chamado personal mobile. “É como um gerente de banco”, diz Cox. “É só chamar pelo celular que ele o atenderá pelo nome e irá até a sua casa resolver as suas dúvidas com a conta”, diz ele. Enquanto o serviço não é oferecido para os simples mortais, pouquíssimos clientes selecionados por empresas como Fasano, Banco Safra e Daslu terão acesso a esse produto. Os escolhidos por Eliana Tranchesi em parceria com a Claro, então, terão uma novidade a mais: o novo celular LG Prada, que não sairá por menos de R$ 2 mil. “Essas parcerias estão cada vez mais comuns no mercado”, diz Eduardo Tomiya, diretor da consultoria BrandAnalytics. “Traz prestígio a um produto de massa.” Também privilegia quem procura algo mais exclusivo pois já há fila para comprar o LG Prada – aquele mesmo que será distribuído para as dasluzetes.