Os contratos futuros de cobre continuam sob pressão de vendas nesta quinta-feira, devido a preocupações sobre a desaceleração econômica da China.

O índice de atividade dos gerentes de compras (PMI) do setor industrial da China em dezembro caiu pelo sétimo mês seguido e foi a 49,50, abaixo das expectativas do mercado. Os preços do cobre são bastante ligados ao desempenho econômico chinês, uma vez que o país é o maior consumidor do metal vermelho no mundo.

“O PMI chinês foi desanimador e parece ter tido um impacto maior que o esperado”, afirmam analistas do Commerzbank.

O anúncio do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), do Federal Reserve, de que será “paciente” na elevação dos juros também contribuiu para a queda dos metais básicos, já que deu força para o dólar e deixou os metais mais caros para detentores de outras divisas.

O preço do níquel foi para o terreno negativo ontem depois do anúncio de que os Estados Unidos irão normalizar suas relações diplomáticas com Cuba. O país do Caribe tem grandes depósitos do metal, afirmaram analistas da Numis Securities.

O contrato de cobre para três meses na London Metal Exchange (LME) caía 0,03% para US$ 15.620,00 no final da manhã do mercado europeu. O alumínio tinha baixa de 0,1% para US$ 1.920,00 por tonelada; o zinco subia 0,1% para US$ 2.143,00 por tonelada; o chumbo recuava 0,9% para US$ 1.867,75 por tonelada e o estanho caía 1,2% para US$ 19.218,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para março perdia 0,40%, a US$ 2,8585 por libra-peso, às 10h35 (de Brasília). Fonte: Dow Jones Newswires.