04/06/2015 - 15:58
Os contratos futuros de cobre fecharam em queda nesta quinta-feira, com investidores preocupados com a demanda pelo metal, em meio a sinais de fraqueza econômica da China.
O contrato de cobre para três meses recuou US$ 96 (1,60%), para US$ 5.915 a tonelada na London Metal Exchange (LME), na mínima em seis semanas. O cobre para entrega em julho recuou US$ 0,0395 (1,45%), a US$ 2,6870 a libra-peso na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).
“Nós passamos o período de pico do consumo, e estamos agora no período mais fraco do verão [boreal], onde a demanda deve desacelerar em um momento onde a oferta ainda está aumentando”, disse Robin Bhar, analista do Société Générale.
Enquanto isso, o níquel pode estar aguardando novidades, segundo o BNP Paribas, porque um aperto na relação entre oferta e demanda previsto no fim do ano passado ainda não se materializou. “Nós ainda esperamos um grande déficit em 2016, mas levará mais tempo para reduzir o excesso de estoques”, disse Stephen Briggs, estrategista de metais do BNP Paribas.
Outro fator que pesou hoje no mercado de metais básicos foi o corte pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) de sua previsão para o crescimento dos Estados Unidos. Agora, o FMI prevê que os EUA cresçam 2,5% neste ano, em vez de 3,1% como esperava anteriormente.
Amanhã, os participantes desse mercado também estarão atentos ao relatório mensal de empregos de maio dos EUA. Isso pode decidir a direção do dólar, o que por sua vez impacta o cobre, denominado nessa moeda.
Entre os demais metais na LME, o alumínio fechou o dia em queda de 0,7%, a US$ 1.743 a tonelada, o zinco recuou 1,2%, em US$ 2.142 a tonelada, o níquel teve baixa de 0,2%, a US$ 12.980 a tonelada, o chumbo caiu 1,3%, a $1.927 a tonelada, enquanto o estanho recuou 1,3%, para $15.400 a tonelada. Fonte: Dow Jones Newswires.