Os contratos futuros de cobre operam em baixa, pressionados pelo fortalecimento do dólar ante diversas moedas internacionais, em uma manhã de poucas notícias relevantes para o mercado de metais básicos.

Na última quinta-feira o cobre foi beneficiado pelo avanço do euro ante o dólar em razão da decepção de alguns agentes dos mercados com as medidas de estímulo anunciadas pelo Banco Central Europeu (BCE). No entanto, hoje o dólar volta a subir, o que torna mais caro os contatos de metais, que são negociados na moeda dos EUA.

“É apenas um pouco de mudança no posicionamento dos investidores que está guiando o preço do metal”, comentou David Wilson, analista de commodities do Citigroup.

No médio prazo, alguns analistas acreditam que os cortes de oferta anunciados recentemente por produtores de cobre da China vão sustentar os preços do metal. “Nós esperamos que o metal suba quando os cortes de produção forem feitos, pois isso vai restringir a oferta notavelmente e resultar e um mercado mais apertado”, afirmaram em relatório analistas do Commerzbank.

Por volta das 11h30 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,24%, para US$ 4.600 por tonelada. O alumínio operava praticamente estável, com alta de 0,03%, para US$ 1.511,50 por tonelada; o zinco subia 0,45%, para US$ 1.562 por tonelada; o níquel avançava 0,22%, para US$ 9.005 por tonelada; o chumbo ganhava 0,53%, para US$ 1.694 por tonelada; e o estanho apresentava +0,58%, a US$ 14.865 por tonelada.

Na Comex, às 11h55, o cobre para março caía 0,48%, para US$ 2,0690 por libra-peso. Fonte: Dow Jones Newswires.