27/11/2015 - 10:56
Os contratos futuros de cobre operavam pressionados em Londres, após novo sinal de fraqueza da economia da China. Em Nova York, porém, parece predominar ainda a visão de alguns investidores de que o governo chinês deve aumentar as compras para suas reservas estratégicas.
Perto das 10h35 (de Brasília), o cobre para três meses recuava 0,09%, a US$ 4.633 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), após atingir na quinta-feira a máxima em oito dias, a US$ 4.741 a tonelada. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para março, o mais líquido, subia 1,66%, a US$ 2,0830 a libra-peso, às 10h50, enquanto o contrato para dezembro subia 1,30%, a US$ 2,0720 a libra-peso.
O cobre recebia apoio das especulações entre os investidores sobre a compra do metal pelo governo chinês. O analista Leon Westgate, do Standard Bank, disse que os preços passam por uma consolidação, após o rali de ontem com cobertura de posições.
O cobre foi afetado pelos dados oficiais da China de hoje, que mostraram que o lucro da indústria recuou 4,6% em outubro na comparação anual, após queda de 0,1% em setembro na mesma comparação. O setor de mineração chinês foi o mais atingido, com o lucro das empresas em queda de 56,3% no ano.
Na quinta-feira, o cobre subiu após a imprensa e analistas dizerem que a China pode comprar grandes quantidades de níquel, zinco e alumínio para suas reservas estratégicas, a fim de aliviar o excesso de oferta doméstica.
De acordo com a BMO Capital Markets, a produção de cobre está a caminho de atingir a máxima histórica, de 18,7 milhões neste ano. Muitos analistas acreditam que ela crescerá pelo menos até 2019. Isso ocorre apesar da demanda mais modesta pelo cobre, diante da desaceleração chinesa.
Analistas avaliam que uma investigação contra corretoras na China pode no curto prazo impulsionar os preços do cobre. Com as notícias sobre o assunto, analistas disseram que fundos de hedge têm coberto posições vendidas, diante da potencial investigação sobre atividades de venda a descoberto dos investidores no país. No longo prazo, porém, os analistas seguem pessimistas sobre o cenário para os preços.
Entre outros metais básicos na LME, às 10h35 o alumínio recuava 1,22%, a US$ 1.497 a tonelada, o zinco caía 1,59%, a US$ 1.583 a tonelada, o níquel tinha queda de 1,86%, a US$ 8.945 a tonelada, o chumbo caía 0,76%, a US$ 1.628, 50 a tonelada, enquanto o estanho tinha baixa de 0,17%, a US$ 14.925 a tonelada. Fonte: Dow Jones Newswires.