09/07/2008 - 7:00

COLETTE, NA RUA SAINT-HONORÉ: a vitrine muda toda semana
A COLETTE, UMA BUTIQUE localizada na rua Saint-Honoré, em Paris, tem status de gigante no mundo da moda, mas é conhecida apenas pelo público descolado. A americana Gap, uma gigante com 3,1 mil lojas e faturamento de US$ 15,8 bilhões, é notória entre as massas, mas sua imagem carece de modernidade. Pois as duas lojas resolveram unir o útil ao agradável. De 6 de setembro até 5 de outubro, o principal ponto-de-venda da Gap, na esquina da rua 54 com a Quinta Avenida, em Nova York, abrigará um espaço Colette. É a primeira vez que a grife francesa sai de seus domínios para atuar em parceria com outra marca.

“Essa associação trará um frescor para a Gap, vai rejuvenescer a marca”, diz André Robic, diretor do IBModa. “Para a Colette, é a oportunidade de experimentar um novo mercado e, dessa forma, estudar uma possível expansão.” Não existe lugar melhor do que Manhattan para fazer esse tipo de teste. Afinal, a Big Apple é considerada a Meca do consumo e os nova-iorquinos são conhecidos por formar e acompanhar tendências. E essa é, definitivamente, a praia da Colette.

Fundada em 1997 por Colette Rousseau e sua filha Sarah, a butique tornou-se o ponto de encontro das pessoas ligadas em moda por vender muito mais do que roupas, mas sim estilo de vida. No espaço de 700 metros quadrados, em Paris, é possível encontrar um pouco de tudo. Há desde velas aromáticas até CDs, de aparelhos digitais até livros, de roupas até edições limitadas de calçados. Os preços acompanham a variedade de produtos, o que garante a atenção de todos os tipos de consumidores, sejam eles de classe média, sejam os mais ricos. A vitrine muda toda semana e é uma espécie de bússola para quem trabalha com varejo de luxo. “A Colette exerce fascínio em quem gosta de moda”, diz a consultora de moda Manu Carvalho. “Ela é referência em varejo e as marcas procuram vender lá dentro para testar o mercado.” O segredo do sucesso da loja, contudo, atende por um nome: Sarah, a dona da butique. Como dizem os consultores, ela faz um excelente trabalho de curadoria – assim mesmo, como se fosse um museu. Ela é a responsável por garimpar as peças que serão vendidas e tem faro para saber o que vai dar certo. No espaço Colette que será aberto em Manhattan, o cliente encontrará fragrâncias, CDs, acessórios em edições limitadas e peças exclusivas de grifes internacionais e de jovens designers ainda desconhecidos. Eis a chance de se tornarem conhecidos.