Foram vinte e um meses de prejuízo. E apenas três para voltar ao azul. A Helios da Amazônia (sim, esse é o novo nome da Helios, empresa de material de escritório e escolar, desde fevereiro, quando a produção foi concentrada em Manaus) trocou sua direção, mudou de estratégia e, depois de um prejuízo de R$ 15 milhões em 2004, deve fechar 2005 com lucro de R$ 2,3 milhões. Para ajudar na recuperação, a Helios acaba de fechar parcerias com a líder mundial do setor, a francesa Maped (faturamento de US$ 100 milhões), e com a americana Crayola (receitas de US$ 500 milhões), maior fabricante de giz de cera dos EUA. A brasileira distribuirá os produtos das parceiras por aqui.

A virada começa com a contratação de Arnaldo Bisoni (ex-Vendex, que era dona da Sears, do Bob’s, da Drogasil, etc.) para a presidência da empresa, em dezembro de 2004. O executivo é conhecido por sua capacidade de recuperar companhias. Participou da reestruturação da Phillip Morris, da Nestlé… Chegou à Helios com a missão de retomar o lucratividade, perdida em virtude de erros operacionais e estratégicos, como, por exemplo, investimentos grandes demais em publicidade ? muito além das necessidades da empresa. ?Mas a principal decisão foi fechar a fábrica de Barueri, porque tínhamos dois pólos de produção que não conversavam e custavam muito caro?, conta Bisoni. ?Escolhemos Manaus, onde os incentivos fiscais são mais interessantes?. A mudança gerou uma economia anual de R$ 17 milhões. A fábrica de Manaus trabalha com capacidade plena, mas não dá conta da demanda interna. ?Estamos melhorando a logística da chegada de matéria-prima ao Amazonas para atender os pedidos?, diz o executivo. Com esses ajustes e as novas parcerias Bisoni garante que será possível recuperar a empresa. ?Devemos fechar o ano com R$ 81 milhões em vendas?.