18/03/2016 - 16:33
O inicio do comício a favor do governo organizado pelos partidos governistas, centrais sindicais e movimentos populares começou pontualmente às 16 horas, como combinado.
Enquanto os oradores buscavam animar os participantes gritando a palavra de ordem “não vai ter golpe”, meia centena de vendedores ambulantes, imbuídos de espirito 100% capitalista, tentavam fechar negócios.
O sucesso dos oradores era maior, pelo menos no início do ato. Os vendedores reclamavam da pouca gente porque o ato estava apenas começando, mas estavam animados. “Tem pouca gente, mas daqui a pouco dá fome no pessoal”, diz Jefferson Costa, pilotando uma grelha com espetimhos entre R$ 2,00 e R$ 5,00.
Ele não marcou presença nos eventos do domingo e da quinta feira. Ja Kelly Marques, vendendo bandeiras brasileiras nas quais colava, na hora, adesivos da campanha eleitoral de 2014 ($ 20 a pequena, de um metro; $ 30 a grande, com 1,5 metros; $ 25 sem o mastro) disse que o movimento era mais intenso no domingo. “A CUT está dando balão vermelho de graça, aí atrapalha, né? “
Os ambulantes praticam uma tabela informal com uma disciplina de deixar qualquer militante roxo (vermelho?) de inveja. É mais provável encontrar um eleitor tucano do que uma garrafa de água por menos de $ 2,00. O mesmo vale para as espigas de milho ($ 5,00) ou milho picado na bandeja, com sal e manteiga ($ 7,00). Mas, ideologias à parte, os comerciantes torcem pelo sucesso do evento. “Se encher a Paulista, às sete da noite eu já vendi tudo.”