29/08/2025 - 13:01
Em meados de julho de 2024, o ministro chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República do Brasil, Márcio Macedo, apresentou no Fórum Político de Alto Nível da Organização das Nações Unidas (ONU) a Revisão Nacional Voluntária do país a respeito da implementação da Agenda 2030, que consiste na realização dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Macedo afirmou que a agenda proposta pela ONU é prioridade do governo e referência para o planejamento e orçamento do país. O relatório apresentado pelo ministro traz como prioridades alguns eixos como combate à fome, pobreza e desigualdades, enfrentamento das emergências climáticas e preservação dos biomas. “A Agenda 2030 é um dos caminhos para a reconstrução nacional”, declarou.
“As fintechs têm muito a colaborar para o Brasil atingir algumas dessas metas”, avalia Antonio Carlos Freixo Junior, o Mineiro, fundador e CEO do Grupo Entre, empresa de investimentos com participação em startups que desenvolvem soluções para o mercado de pagamento e automação comercial.
Mineiro refere-se à meta 8.10 dos ODS, que trata do fortalecimento da capacidade das instituições financeiras nacionais para incentivar a expansão do acesso aos serviços bancários, de seguros e financeiros para todos. “A transformação digital proporcionada pelas fintechs promoveu uma significativa inclusão financeira de consumidores que estavam à margem do mercado.”
De acordo com o Banco Central (BC), entre junho de 2018 e dezembro de 2023, o número de usuários pessoas físicas ativos dobrou no sistema financeiro, saindo de 77,2 milhões para 152 milhões. Grande parte dessa demanda foi atendida por novos concorrentes que vieram fazer frente aos bancos tradicionais.
A EntrePay, do Grupo Entre, por exemplo, desenvolve soluções para companhias atuarem com maquininhas de cartão próprias. Ela habilita outras empresas, em geral bancos e redes de franquias, a atuarem como subadquirentes no mercado de meios de pagamento, com maquininhas de cartão com marca própria.
Também oferece sistemas de TEF (Transferência Eletrônica de Fundos) e POS (Ponto de Venda), além de soluções para o comércio eletrônico. Um de seus diferenciais é seu modelo de negócios, baseado não só na cobrança de taxas por transação, mas também na venda de soluções em produtos através das maquininhas de cartão. Com isso, os clientes finais têm uma nova fonte de receita, em vez de apenas mais uma despesa.
A EntrePay concentra seus esforços em cidades do interior e regiões periféricas do Brasil, deixadas em segundo plano por grandes competidores. É onde o grupo acredita poder cumprir melhor sua missão de democratizar o acesso à tecnologia e a serviços financeiros e facilitar a realização de negócios.
Compõem ainda o ecossistema do Grupo Entre startups de automação comercial focadas nos segmentos de alimentação e beleza (Linked Gourmet e Linked Beauty), especializadas sobretudo no atendimento de empreendedores de pequeno porte.
Estão em seu público-alvo, por exemplo, donos de salões de beleza, para os quais oferece uma plataforma que permite a divisão automática da receita, no momento do pagamento, com os cabeleireiros autônomos que atuam no estabelecimento.
O Grupo Entre também possui em seu portfólio empresas que oferecem serviços financeiros como a WMoney, de empréstimos P2P — entre pessoas, sem intermediação de bancos—, e a Leads, de adiantamento de crédito e securitização.