06/03/2026 - 8:00
O setor de agronegócio é um dos mais importantes da economia brasileira. Em 2025, a agropecuária representou um terço da expansão do PIB do Brasil. O setor cresceu 11,7% na comparação com 2024 e está no dia a dia dos brasileiros, seja na alimentação ou até mesmo nos investimentos.
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Como investir no agronegócio brasileiro pela Bolsa
Para quem quer investir neste setor, a bolsa de valores traz diversos tipos de investimentos que possibilitam o fomento – e a rentabilização – ao agronegócio. Conheça eles:
Cédula do Produtor Rural (CPR)
As Cédulas de Produtor Rural (CPRs) são títulos de renda fixa que podem ser emitidos por produtores rurais ou suas associações, incluindo cooperativas. Existem 3 tipos de CPRs, as físicas, as financeiras e as verdes. No caso da CPR Física, o investidor recebe o produto agropecuário no vencimento do papel. Na CPR Financeira, a liquidação é em dinheiro, com o valor e prazo definido no título. Já a CPR Verde remunera serviços ambientais, como a preservação de vegetação nativa.
Durante o período de aplicação, o investidor é remunerado com juros sobre o capital, que são isentos de Imposto de Renda (IR) e de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
O produto já soma mais de R$ 6 bilhões em emissões para investidores pessoas físicas, desde agosto de 2025. O volume foi captado em 14 emissões, que somaram 4 milhões de unidades e atraíram mais de 26 mil investidores.
Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA)
Outro ativo de renda fixa é o Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA). Os CRAs, no entanto, são emitidos por securitizadoras, que utilizam o fluxo de caixa futuro como garantia para empréstimos que servirão para financiar a produção, comercialização, beneficiamento, industrialização ou aquisição de insumos e maquinários.
Letra do Crédito do Agronegócio (LCA)
Completando a família da renda fixa, a LCA é, como o próprio nome já diz, uma captação de recursos destinada a empreendimentos do setor do agronegócio. As LCAs são títulos emitidos por bancos e lastreados em operações de crédito do setor.
Fiagro
Os fundos de investimento nas cadeias produtivas agroindustriais (Fiagro) foram inspirado nos Fundos Imobiliários (FIIs) e adaptado para a realidade rural. O Fiagro pode investir em uma variedade de ativos, como: títulos de crédito ou valores mobiliários da cadeia agro, direitos creditórios do agronegócio até cotas de fundos de investimentos que apliquem mais de 50% de seu patrimônio nesses ativos.
Ações de empresas do agronegócio
Já na seara de ativos de renda variável, uma opção são ações de empresas do setor de agronegócio negociadas na bolsa de valores. Dentre elas há diversos segmentos como cana-de-açúcar, soja, carne ou outra commodity do setor.
Alguns exemplos são: JBS (JBSS3), Raízen (RAIZ4), Jalles Machado (JALL3), Marfrig (MBRF3) e muito mais!
Commodities no Mercado Futuro
Outra alternativa de renda variável é a possibilidade de se investir em commodities do agronegócio através do mercado futuro. Atualmente, há 10 tipos de commodities com contratos disponíveis para negociação na B3: café arábica 4/5 e 6/7, etanol hidratado, açúcar cristal, etanol anidro, boi gordo, petróleo, milho, soja e ouro.
Leia a matéria completa no site B3 Bora Investir, parceiro da IstoÉ Dinheiro.
