03/05/2011 - 3:27
A comunidade internacional, e sobretudo o Paquistão, se encontram em estado de alerta pelo temor de represálias de células da Al-Qaeda depois da morte em território paquistanês de Osama Bin Laden, em uma ação das forças especiais americanas.
As advertências para possíveis represálias da Al-Qaeda se multiplicaram nas últimas horas, e vários países reforçaram as medidas de segurança.
O governo dos Estados Unidos emitiu um alerta a suas forças de segurança e fechou ao público, até segunda ordem, a embaixada e seus consulados no Paquistão.
O diretor da CIA, Leon Panetta, que comandou a operação de eliminação, advertiu que é quase certo que os partidários de Bin Laden buscarão vingança.
A secretária americana de Segurança Interna, Janet Napolitano, afirmou, no entanto, que não existe nenhuma ameaça iminente de atentado nos Estados Unidos – e que não era necessário elevar o nível de alerta.
Os talibãs do Paquistão, aliados da Al-Qaeda, prometeram vingar a morte de Bin Laden, com ataques contra alvos americanos e do governo paquistanês.
O Paquistão, abalado há três anos por centenas de atentados dos talibãs e seus aliados, se prepara para viver dias difíceis em um contexto complicado.
As autoridades do país são acusadas por Washington de fazer jogo duplo na luta contra o terrorismo. Ao mesmo tempo, devem levar em consideração o sentimento antiamericano da opinião pública.
Em Islamabad, como nas áreas sensíveis de várias cidades, a segurança foi reforçada.
Mais de 24 horas depois da morte de “Geronimo”, o codinome de Bin Laden para os oficiais da Navy Seals da Marinha americana, as autoridades seguem revelando a conta-gotas os detalhes da operação de 40 minutos que terminou com a vida do símbolo da “jihad (guerra santa) internacional” do século XXI.
A Casa Branca relatou os minutos, “longos como dias”, de Barack Obama, o vice-presidente Joe Biden e a secretária de Estado Hillary Clinton na ‘situation room’ (a sala de crise) da sede presidencial.
As fotos mostram rostos graves e concentrados. Em uma imagem, Hillary leva a mão à boca, demonstrando algum nervosismo.
Quando Panetta transmitiu a mensagem “Gerono was now EKIA” – Bin Laden é agora morto em combate -, o ambiente mudou.
“Nós o pegamos”, exclamou Obama ao saber que o exame de DNA confirmara a identidade do morto.
À noite, Obama pediu aos representantes e senadores americanos que aproveitem o momento para superar as divergências e retomar a unidade que se consolidou depois dos atentados de 11 de setembro de 2001.
Bin Laden, nascido em 1957, morreu em uma mansão de Abbottabad, cidade situada 80 km a norte de Islamabad, onde vivia escondido.
Ele morreu com um tiro na cabeça disparado pelos membros das forças especiais americanas Navy Seals.
“O comando queria capturá-lo vivo, mas Bin Laden resistiu durante o tiroteio. Assim, tiveram que matá-lo”, afirmou uma fonte do governo americano.
O corpo de Bin Laden foi lançado ao mar de um porta-aviões americano na costa paquistanesa, após passar por um ritual islâmico e para evitar que o local de sepultamento se transformasse em área de peregrinação.
bur-kat/fp/ap